Com um público flutuante em torno de 25 pessoas, a Bicicletada de junho trouxe mais uma vez um pouco de alegria e alívio para as estressadas e congestionadas ruas de São Paulo.
Conversa, celebração, panfletagem, educação e diversão: o encontro mensal de massa crítica em São Paulo acontece sempre na última sexta-feira de cada mês, promovendo o uso do transporte sustentável e a construção de espaços humanos nas cidades.
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.::. Bicicletada .::. Massa Crítica em São Paulo .::.
:. sexta-feira (29/06)
:. concentração lúdico-educativa: 18h / pedal para humanizar o trânsito: 19h30
:. Praça do Ciclista: av. Paulista, alt. do 2440 (quase na Consolação)
:. Não tem bicicleta? Peça uma emprestada.
: . : . : . www.bicicletada.org
: . : . : . relatos, fotos e vídeos
: . : . : . panfletos e cartazes
: . : . : . lista de discussão (cadastramento)
: . : . : . comunidade no orkut
: . : . : . massa crítica - wikipedia
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"Hoje de manhã, por volta de 10 horas, eu e um amigo pedalávamos tranquilamente pela engarrafada rua Pinheiro Machado quando um taxista num Santana buzinou. Embora o tráfego estivesse parado logo à frente, o motorista forçou passagem.
Ao emparelhar, meu amigo sacou a máquina fotográfica e conseguiu o retrato da 'gentileza' e da noção de espaço público nas ruas do Rio de Janeiro."
Motoristas apressados para chegar até o próximo ponto de congestionamento ou ao semáforo seguinte não são exclusividade carioca, como no relato acima. Em São Paulo, o desespero transformado em agressividade também se manifesta em cada esquina.
Ainda que a fantasia publicitária venda o exato oposto, dirigir na cidade consiste basicamente em andar e parar a cada 2 ou 3 minutos. Acelera, primeira, segunda, terceira, reduz e freia. Acelera, primeira, segunda. Buzina. Freia. Acelera, primeira, segunda...
Quanto mais agressivos e mal educados são os motoristas e quanto mais potentes, agressivos e numerosos são os automóveis, mais controle é necessário, mais semáforos, mais radares, mais lombadas... Infelizmente o motorista não constuma entender essa fator elementar da física, o movimento de corpos em um espaço finito.
Hipoteticamente, se todos os motoristas no final da tarde andassem a 20km/h (média de velocidade no horário) ninguém ficaria parado, ou seja, não haveria congestionamento. Talvez, com velocidades mais reduzidas, também não fossem necessários os semáforos, lombadas e radares...
Ao emparelhar, meu amigo sacou a máquina fotográfica e conseguiu o retrato da 'gentileza' e da noção de espaço público nas ruas do Rio de Janeiro."
Motoristas apressados para chegar até o próximo ponto de congestionamento ou ao semáforo seguinte não são exclusividade carioca, como no relato acima. Em São Paulo, o desespero transformado em agressividade também se manifesta em cada esquina.
Ainda que a fantasia publicitária venda o exato oposto, dirigir na cidade consiste basicamente em andar e parar a cada 2 ou 3 minutos. Acelera, primeira, segunda, terceira, reduz e freia. Acelera, primeira, segunda. Buzina. Freia. Acelera, primeira, segunda...
Quanto mais agressivos e mal educados são os motoristas e quanto mais potentes, agressivos e numerosos são os automóveis, mais controle é necessário, mais semáforos, mais radares, mais lombadas... Infelizmente o motorista não constuma entender essa fator elementar da física, o movimento de corpos em um espaço finito.
Hipoteticamente, se todos os motoristas no final da tarde andassem a 20km/h (média de velocidade no horário) ninguém ficaria parado, ou seja, não haveria congestionamento. Talvez, com velocidades mais reduzidas, também não fossem necessários os semáforos, lombadas e radares...
- Mas como?! Eu comprei esse carro porque ele vai de 0 a 100 em meio segundo, porque ele me permite conquistar mulheres lindas, porque com ele eu sou rico, bonito, veloz, ágil, poderoso, livre...
- Eu juro que vi, tava lá no comercial, o carro sozinho na rua debaixo do céu azul, como você me diz que eu não posso exercer tudo isso que eu comprei, como eu não posso andar a 180km/h?
- A culpa é desse idiota que está na frente, que não sabe dirigir [buzina]. Tinha que ser mulher mesmo. Vai pilotar fogão, sua $@%#! [buzina]
- Ô velho maldito que demora pra atravessar a rua. [buzina rápida] Não tá vendo que o sinal já fechou pra você?! Acelera o passo e sai logo da frente! Quer morrer, é?! [acelera com raiva, cantando o pneu]
- Esse país não tem jeito mesmo, quanta miséria. E aí ficam esses pobres puxando carroças no meio da avenida Paulista, que coisa mais atrasada, pega mal pra cidade, pro turismo, afeta o "risco país"... A prefeitura devia mesmo limpar essa gente; privatizar logo a reciclagem de lixo e tirar esses malditos pobres que puxam carroças e ficam atrapalhando o trânsito. [buzina]
- Que porra é essa, uma bicicleta?! [buzina] Vai pra calçada, %$#@! [buzina] Folgado, não não paga IPVA e fica aí no meio da rua atrapalhando o trânsito, andando a 20km/h!
- Eu juro que vi, tava lá no comercial, o carro sozinho na rua debaixo do céu azul, como você me diz que eu não posso exercer tudo isso que eu comprei, como eu não posso andar a 180km/h?
- A culpa é desse idiota que está na frente, que não sabe dirigir [buzina]. Tinha que ser mulher mesmo. Vai pilotar fogão, sua $@%#! [buzina]
- Ô velho maldito que demora pra atravessar a rua. [buzina rápida] Não tá vendo que o sinal já fechou pra você?! Acelera o passo e sai logo da frente! Quer morrer, é?! [acelera com raiva, cantando o pneu]
- Esse país não tem jeito mesmo, quanta miséria. E aí ficam esses pobres puxando carroças no meio da avenida Paulista, que coisa mais atrasada, pega mal pra cidade, pro turismo, afeta o "risco país"... A prefeitura devia mesmo limpar essa gente; privatizar logo a reciclagem de lixo e tirar esses malditos pobres que puxam carroças e ficam atrapalhando o trânsito. [buzina]
- Que porra é essa, uma bicicleta?! [buzina] Vai pra calçada, %$#@! [buzina] Folgado, não não paga IPVA e fica aí no meio da rua atrapalhando o trânsito, andando a 20km/h!
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Delicioso o vídeo da massa crítica de maio na cidade italiana de Lecce.
E a próxima sexta-feira (29) é a última de junho, dia de celebrar o transporte sustentável e a convivência pacífica no espaço público nos encontros de massa crítica. Dia de bicicletada. Confirmadas até agora: São Paulo, Fortaleza e Mossoró.
E a próxima sexta-feira (29) é a última de junho, dia de celebrar o transporte sustentável e a convivência pacífica no espaço público nos encontros de massa crítica. Dia de bicicletada. Confirmadas até agora: São Paulo, Fortaleza e Mossoró.
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Do blogue Salão do Pára-Brisa:
Os coletivos brasileiros Poro + Pão com Durex (MG), GIA (BA), EIA (SP), Entretantos (ES), Interatividade (CE), Grupo Empreza (GO), ArRUAssa (PA), Deambulações Periféricas (SC) , Êxito d´rua (PE) e Grupo Madeirista (RO), convidam todos cidadãos, estudantes e artistas a criarem trabalhos a serem afixados/deixados/encaixados nos pára-brisas de carros, ônibus, caminhões e caminhonetes estacionados nas ruas, praças e parques das cidades de Belo Horizonte, Salvador, São Paulo, Vitória, Fortaleza, Belém do Pará, Goiânia, Florianópolis, Recife e Porto Velho.
Vale de carro popular a carro de luxo !
A escolha dos veículos que receberão as obras em cada cidade será feita pela equipe formada por quem estiver presente no dia da realização.
O formato sugerido é qualquer formato que seja "compatível" com pára-brisa!!! Pense em trabalhos frente e verso!
Quando e Onde?
Os trabalhos serão colocados (“aplicados”, “expostos”) nos pára-brisas dia 07/07/2007. A data limite para o envio de trabalhos é 02 de julho.
Vale de carro popular a carro de luxo !
A escolha dos veículos que receberão as obras em cada cidade será feita pela equipe formada por quem estiver presente no dia da realização.
O formato sugerido é qualquer formato que seja "compatível" com pára-brisa!!! Pense em trabalhos frente e verso!
Quando e Onde?
Os trabalhos serão colocados (“aplicados”, “expostos”) nos pára-brisas dia 07/07/2007. A data limite para o envio de trabalhos é 02 de julho.
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Acontece nesta segunda-feira (25), a partir das 17h, o seminário "Poluição do Ar por Veículos", promovido pelos institutos de Engenharia e Samuel Murgel Branco e pelo escritório Araújo e Policastro Advogados.
Palestrantes:
- Dr. Paulo Saldiva (Prof. Titular da FMUSP - Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental)
- Dr. Gabriel Murgel Branco (engenheiro, consultor e especialista em Controle de Poluição Veicular),
- Eduardo Jorge Alves Sobrinho (Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente)
O Instituto de Engenharia fica na rua Dante Pazzanese, 120 (Vila Mariana). Informações: (11) 5574-7766 (r. 220).
Palestrantes:
- Dr. Paulo Saldiva (Prof. Titular da FMUSP - Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental)
- Dr. Gabriel Murgel Branco (engenheiro, consultor e especialista em Controle de Poluição Veicular),
- Eduardo Jorge Alves Sobrinho (Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente)
O Instituto de Engenharia fica na rua Dante Pazzanese, 120 (Vila Mariana). Informações: (11) 5574-7766 (r. 220).
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São Paulo, qualquer rua, qualquer hora.
Nova Iorque, 1941

Zaragoza, quarta-feira, 22 de maio

Holanda, hora da aula

Canadá, público ou privado?
(Fotos: 2 - streetsblog / 3 - voando alto / 4 - menos um carro / 5 - bike lane diary)
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(reeditada a partir de sugestão nos comentários)
Ao estacionar sua bicicleta, verifique se ela não irá obstruir a passagem de pedestres e cadeirantes ou o acesso aos equipamentos de mobiliário urbano (lixeiras, caixas de correio, pontos de ônibus, etc).
Na foto acima, o selim abaixado fez com que bicicleta dobrável coubesse debaixo desta caixa de controle semafórico, usando praticamente o mesmo espaço na calçadada que o conjunto de cinco (!!!) postes instalados na saída da faixa de pedestres.
Veja também:
[Usos alternativos para os espaços de estacionamento]
[Usos alternativos para o automóvel]
[Paraciclos em São Paulo]
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"A essência do conflito hoje são os carros e as pessoas. (...) Podemos ter uma cidade que é amiga dos carros, ou uma cidade que é amiga das pessoas, não podemos ter ambas". Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá no bate papo acima.
- Horácio Capel, professor catedrático da Universidade de Barcelona, em entrevista à Agência FAPESP:
"Em cidades como São Paulo, Salvador e Porto Alegre há um desprezo muito grande pelos pedestres. E há uma cultura do automóvel particular que não pode continuar. A janela do hotel em que fiquei hospedado está voltada para a avenida Rebouças. Pude ver que na maior parte do dia ela está congestionada. Andei muito em São Paulo e verifiquei problemas muito grandes de mobilidade. Há bons ônibus, mas não existe uma opção decidida pelo transporte público."
"A cidade tem áreas para passear com um valor urbano extraordinário, mas os paulistanos vão a todos os lugares em seus automóveis. Eles perderam o gosto pelo passeio. Há automóveis demais. Fiquei impressionado também com o processo de verticalização. Há locais em que havia uma casa para uma família e agora há um prédio de 30 andares. Vemos ruas inteiras assim. Isso é assombroso, porque em um prédio desses há 120 famílias e pelo menos 80 automóveis. Mas a estrutura da rua é a mesma de quando havia uma família com um automóvel."
"Tenho a impressão de que os políticos perderam o contato com a realidade social. Eles estão desconectados dos movimentos populares e a participação dos cidadãos no urbanismo é puramente formal. A maneira como se faz o urbanismo deve ser modificada. Os políticos tomam decisões urbanísticas a partir da assessoria de técnicos que acreditam ser donos da verdade por controlar o saber técnico."
- David Duarte Lima, conselheiro da Rodas da Paz, em entrevista ao Jornal do Brasil:
"Quando se aborda o tema da privatização das ruas pelos automóveis, há quem alegue que isso é uma ficção, partindo do princípio de que as pistas de rolamento não estão privatizadas do ponto de vista jurídico. Na prática, contudo, elas foram monopolizadas por um tipo de usuário de veículo. O motorista."
"O automóvel é útil. Mas é um devorador de espaços que sacrifica as cidades. O automóvel monopoliza, quase por inteiro, o espaço público. E monopoliza, também, os investimentos. O administrador público faz tudo para o automóvel. Quanto ao ciclista e ao pedestre, que se danem. (...) Examine-se a tendência de se adquirir utilitários esportivos de grande porte, como acontece nos Estados Unidos. As pessoas compram esses veículos para protegerem-se e às suas famílias. Os que estão do lado de fora, no entanto, não estão protegidos. E como os utilitários esportivos são grandes e muito pesados, a violência no trânsito aumenta."
"Há que se empreender a luta política para recuperar os espaços públicos, que foram privatizados pelo transporte motorizado. Há que se mostrar que o espaço público não é do automóvel. É das pessoas."
- Horácio Capel, professor catedrático da Universidade de Barcelona, em entrevista à Agência FAPESP:
"Em cidades como São Paulo, Salvador e Porto Alegre há um desprezo muito grande pelos pedestres. E há uma cultura do automóvel particular que não pode continuar. A janela do hotel em que fiquei hospedado está voltada para a avenida Rebouças. Pude ver que na maior parte do dia ela está congestionada. Andei muito em São Paulo e verifiquei problemas muito grandes de mobilidade. Há bons ônibus, mas não existe uma opção decidida pelo transporte público."
"A cidade tem áreas para passear com um valor urbano extraordinário, mas os paulistanos vão a todos os lugares em seus automóveis. Eles perderam o gosto pelo passeio. Há automóveis demais. Fiquei impressionado também com o processo de verticalização. Há locais em que havia uma casa para uma família e agora há um prédio de 30 andares. Vemos ruas inteiras assim. Isso é assombroso, porque em um prédio desses há 120 famílias e pelo menos 80 automóveis. Mas a estrutura da rua é a mesma de quando havia uma família com um automóvel."
"Tenho a impressão de que os políticos perderam o contato com a realidade social. Eles estão desconectados dos movimentos populares e a participação dos cidadãos no urbanismo é puramente formal. A maneira como se faz o urbanismo deve ser modificada. Os políticos tomam decisões urbanísticas a partir da assessoria de técnicos que acreditam ser donos da verdade por controlar o saber técnico."
- David Duarte Lima, conselheiro da Rodas da Paz, em entrevista ao Jornal do Brasil:
"Quando se aborda o tema da privatização das ruas pelos automóveis, há quem alegue que isso é uma ficção, partindo do princípio de que as pistas de rolamento não estão privatizadas do ponto de vista jurídico. Na prática, contudo, elas foram monopolizadas por um tipo de usuário de veículo. O motorista."
"O automóvel é útil. Mas é um devorador de espaços que sacrifica as cidades. O automóvel monopoliza, quase por inteiro, o espaço público. E monopoliza, também, os investimentos. O administrador público faz tudo para o automóvel. Quanto ao ciclista e ao pedestre, que se danem. (...) Examine-se a tendência de se adquirir utilitários esportivos de grande porte, como acontece nos Estados Unidos. As pessoas compram esses veículos para protegerem-se e às suas famílias. Os que estão do lado de fora, no entanto, não estão protegidos. E como os utilitários esportivos são grandes e muito pesados, a violência no trânsito aumenta."
"Há que se empreender a luta política para recuperar os espaços públicos, que foram privatizados pelo transporte motorizado. Há que se mostrar que o espaço público não é do automóvel. É das pessoas."
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No próximo sábado (23), o Greenpeace realiza em São Paulo a Volta pelo Clima, uma caminhada/pedalada de conscientização a respeito das mudanças climáticas.
O evento, que já aconteceu em outras cidades no último dia 2, foi remarcado na capital paulista por causa da chuva. A volta pelo clima acontece das 9h às 13h, no parque do Ibirapuera (ao lado do museu Afro-Brasileiro).
Também no sábado começa em São Paulo a 3a edição da Brechócleta. No bazar, roupas, peças e acessórios semi-novos e pontas de estoque de algumas lojas e distribuidoras.
A pechincha vai até o dia 30 de junho, de segunda à sexta (das 12h às 22h) e aos finais de semana (das 10h às 16h). Desta vez a Brechócleta acontece na rua Magalhães de Castro, 974 (Butantã, perto da USP). Mais informações com Cibele, por e-mail ou pelo telefone (11) 9616-7686.
O evento, que já aconteceu em outras cidades no último dia 2, foi remarcado na capital paulista por causa da chuva. A volta pelo clima acontece das 9h às 13h, no parque do Ibirapuera (ao lado do museu Afro-Brasileiro).
Também no sábado começa em São Paulo a 3a edição da Brechócleta. No bazar, roupas, peças e acessórios semi-novos e pontas de estoque de algumas lojas e distribuidoras.
A pechincha vai até o dia 30 de junho, de segunda à sexta (das 12h às 22h) e aos finais de semana (das 10h às 16h). Desta vez a Brechócleta acontece na rua Magalhães de Castro, 974 (Butantã, perto da USP). Mais informações com Cibele, por e-mail ou pelo telefone (11) 9616-7686.
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Nesta quinta-feira (21), a partir das 10h da manhã, acontece uma audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo para a apresentação do Dossiê de Violações de Direitos Humanos no Centro de São Paulo.
A publicação, realizada pelo Fórum Centro Vivo, é resultado da articulação de diversos movimentos, grupos, entidades e indivíduos preocupados com os rumos da cidade.
Um dos ítens do Dossiê trata da política de restrição à circulação de pedestres e do incentivo ao uso de automóveis com o fechamento de diversos calçadões na região central.
A publicação, realizada pelo Fórum Centro Vivo, é resultado da articulação de diversos movimentos, grupos, entidades e indivíduos preocupados com os rumos da cidade.
Um dos ítens do Dossiê trata da política de restrição à circulação de pedestres e do incentivo ao uso de automóveis com o fechamento de diversos calçadões na região central.
A imagem acima é de 2004. Em laranja, as áreas livres de carros no centro, locais onde pedestres, ciclistas e cadeirantes podiam circular e conviver sem se procupar com buzinas ou atropelamentos.
Abaixo, em preto, os calçadões fechados nos últimos dois anos. Em azul, a próxima vítima anunciada: o vale do Anhangabaú.
Abaixo, em preto, os calçadões fechados nos últimos dois anos. Em azul, a próxima vítima anunciada: o vale do Anhangabaú.
Ao contrário de boa parte das metrópoles mundiais, a capital paulista não parece levar a sério os danos ambientais e humanos causados pelo uso excessivo de automóveis particulares e segue estimulando a circulação de máquinas de duas toneladas com uma pessoa dentro.
A política de fechamento dos calçadões, chamada de "abertura" e "revitalização" pela mídia de massa, não tem nada a ver com a construção de cidades mais humanas ou mais vivas. O objetivo é um só: adequar a região central aos interesses de especuladores e aos hábitos da minoria da população.
A política de fechamento dos calçadões, chamada de "abertura" e "revitalização" pela mídia de massa, não tem nada a ver com a construção de cidades mais humanas ou mais vivas. O objetivo é um só: adequar a região central aos interesses de especuladores e aos hábitos da minoria da população.
O folheto acima, distribuído por um dos centros culturais instalados na região, demonstra o tortuoso caminho escolhido pelos paulistanos: em vez de caminhar alguns quarteirões na região mais bem-servida de transporte público da cidade, preferem se isolar dentro de suas bolhas motorizadas e circular nos antigos calçadões protegidos por cameras de vigilância e vidros escuros. Tudo para evitar o contato humano no espaço público, visto como ambiente hostil e perigoso por quem só anda de carro.
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Assim como este pedestre de meia idade, também custo a acreditar em um país onde as agências de publicidade se auto-regulamentam. Mesmo assim, resolvi tentar a sorte e postei uma reclamação no site do Conar.
O texto da queixa foi o seguinte:
"É tudo mentira. Os efeitos do automóvel sobre o planeta e sobre as pessoas são o exato oposto. Se todos os habitantes de uma cidade comprarem um carro, ao contrário do que afirma a propaganda, não sobrará nenhum espaço nas ruas a não ser para estacionar carros. Os automóveis são responsáveis indiretos por guerras por combustível, são responsáveis diretos pela segregação entre as pessoas (já que, por exemplo, a taxa de ocupação dos mesmos na cidade de São Paulo é de 1,2 pessoas por carro) e estimulam a competitividade (para informações científicas a respeito, recomendo o desenho "Motormania", de Walt Disney)."
Reclame você também (e, se quiser, deixe uma cópia aqui nos comentários). Quem sabe começamos forçar uma separação entre a mentira e a propaganda. Se é que ainda existe essa possibilidade.
O texto da queixa foi o seguinte:
"É tudo mentira. Os efeitos do automóvel sobre o planeta e sobre as pessoas são o exato oposto. Se todos os habitantes de uma cidade comprarem um carro, ao contrário do que afirma a propaganda, não sobrará nenhum espaço nas ruas a não ser para estacionar carros. Os automóveis são responsáveis indiretos por guerras por combustível, são responsáveis diretos pela segregação entre as pessoas (já que, por exemplo, a taxa de ocupação dos mesmos na cidade de São Paulo é de 1,2 pessoas por carro) e estimulam a competitividade (para informações científicas a respeito, recomendo o desenho "Motormania", de Walt Disney)."
Reclame você também (e, se quiser, deixe uma cópia aqui nos comentários). Quem sabe começamos forçar uma separação entre a mentira e a propaganda. Se é que ainda existe essa possibilidade.
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A recente parceria da Associação Transporte Ativo com a Alternation irá ajudar a financiar as ações de promoção do uso das bicicletas que vem sendo realizadas há quase dez anos pela organização sediada no Rio de Janeiro.
A Alternation doou uma bicicleta Dahon Eco competíssima, que será sorteada em julho.
O sorteio acompanha o primeiro prêmio da Loteria Federal de 28 de julho. Cada bilhete sai por R$10,00.
Se você mora em São Paulo, entre em contato por e-mail para comprar o seu bilhete. Moradores de outras cidades, visitem o blog da Transporte Ativo para mais informações.
Além da bicicleta, avaliada em R$1000,00, o vencedor ainda leva uma garrafinha personalizada e um bordado da TA.
A Alternation doou uma bicicleta Dahon Eco competíssima, que será sorteada em julho.
O sorteio acompanha o primeiro prêmio da Loteria Federal de 28 de julho. Cada bilhete sai por R$10,00.
Se você mora em São Paulo, entre em contato por e-mail para comprar o seu bilhete. Moradores de outras cidades, visitem o blog da Transporte Ativo para mais informações.
Além da bicicleta, avaliada em R$1000,00, o vencedor ainda leva uma garrafinha personalizada e um bordado da TA.
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Para vender um determinado produto, empresas dos mais diversos setores investem dinheiro em várias "frentes": pesquisa de tecnologias e mercado, investimento em infra-estrutura, publicidade, relacionamento com os clientes e fornecedores.
Durante muito tempo os fabricantes de bicicleta acreditaram que bastava gastar dinheiro com o desenvolvimento de produtos e propaganda, patrocinar meia-dúzia de competições esportivas e apoiar dois ou três passeios ciclísticos.
Há alguns anos esta postura começou a mudar.
Algumas empresas começam a despertar para uma nova realidade: não basta fazer propaganda bonita ou tentar disputar consumidores "top de linha" como os atletas de alta performance ou os cicloturistas profissionais, que gastam milhares de Reais em bicicletas e acessórios caríssimos.
Para vender bicicletas, é necessário que cada vez mais consumidores possam utilizá-las cotidianamente. Empresas como a Trek, a Planet Bike e a brasileira Alternation já descobriram que os responsáveis por "abrir caminho" para o uso das bicicletas são os chamados "bike advocates": associações, ONGs, indivíduos e grupos que promovem o uso da bicicleta nas suas mais diversas formas (transporte, lazer, esporte...).
Nos EUA, a Planet Bike destina 25% de seus lucros para a chamada "bike advocacy". John Burke, presidente da Trek, uma das maiores fabricantes de bicicletas do mundo, explica neste artigo (em inglês) as razões de investir dinheiro em quem promove o uso das bicicletas: "Dar suporte a organizações de 'bike advocacy' ajuda a criar uma nova geração de usuários de bicicleta e isso é bom para o meio ambiente, bom para a saúde pública e bom para a indústria de bicicletas".
Durante muito tempo os fabricantes de bicicleta acreditaram que bastava gastar dinheiro com o desenvolvimento de produtos e propaganda, patrocinar meia-dúzia de competições esportivas e apoiar dois ou três passeios ciclísticos.
Há alguns anos esta postura começou a mudar.
Algumas empresas começam a despertar para uma nova realidade: não basta fazer propaganda bonita ou tentar disputar consumidores "top de linha" como os atletas de alta performance ou os cicloturistas profissionais, que gastam milhares de Reais em bicicletas e acessórios caríssimos.
Para vender bicicletas, é necessário que cada vez mais consumidores possam utilizá-las cotidianamente. Empresas como a Trek, a Planet Bike e a brasileira Alternation já descobriram que os responsáveis por "abrir caminho" para o uso das bicicletas são os chamados "bike advocates": associações, ONGs, indivíduos e grupos que promovem o uso da bicicleta nas suas mais diversas formas (transporte, lazer, esporte...).
Nos EUA, a Planet Bike destina 25% de seus lucros para a chamada "bike advocacy". John Burke, presidente da Trek, uma das maiores fabricantes de bicicletas do mundo, explica neste artigo (em inglês) as razões de investir dinheiro em quem promove o uso das bicicletas: "Dar suporte a organizações de 'bike advocacy' ajuda a criar uma nova geração de usuários de bicicleta e isso é bom para o meio ambiente, bom para a saúde pública e bom para a indústria de bicicletas".
No Brasil o apoio aos grupos que promovem o uso de bicicletas e defendem os direitos dos ciclistas ainda é novidade. Em maio, a Alternation (importadora das bicicletas dobráveis Dahon) anunciou uma parceria com a Associação Transporte Ativo, que irá sortear uma Dahon Eco em julho (mais informações na próxima postagem). A TA também está costurando uma parceria com a Biketech, loja de bicicletas que doou um triciclo de carga e irá fornecer cópias de panfletos.
Como a produção anual de magrelas no Brasil segue estagnada em 5 milhões de unidades por ano há uma década, resta esperar que os fabricantes nacionais abram os olhos (e os bolsos) e comecem a valorizar as iniciativas de quem abre caminho para o uso de seus produtos.
Como a produção anual de magrelas no Brasil segue estagnada em 5 milhões de unidades por ano há uma década, resta esperar que os fabricantes nacionais abram os olhos (e os bolsos) e comecem a valorizar as iniciativas de quem abre caminho para o uso de seus produtos.
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Na semana passada uma montadora francesa publicou um site falso na internet para divulgar seu produto e inseriu "notícias" sobre o fato nos principais portais da internet.
O informe trazia letrinhas miúdas avisando que tratava-se de uma publicidade. Em letras maiores e imagens, a companhia automobilística avisava que um asteróide (homônimo ao veículo propagandeado) iria se chocar com a terra.
Ao clicar na notícia o internauta era levado para o site de um inexistente Observatório de Asteróides, onde não havia sequer referência ao fato de tratar-se de uma propaganda.
Além da campanha, a notícia também saiu do ar.
A falsa notícia foi logo desmentida e a campanha foi retirada do ar por alguns portais. No UOL, além da campanha, saiu do ar também a notícia que esclarecia o assunto (o link encontrado no mecanismo de busca não está mais no ar).
Como se não bastasse a confusão virtual, a campanha publicitária também vem causando transtornos no mundo real. A montadora instalou algumas caixas gigantes para acomodar suas bolhas metálicas de duas toneladas e vender um mundo que só existe na publicidade.
A caixa de tinha vedação acústica para impedir a entrada do barulho dos outros automóveis e seu interior era forrado com um painel "cheio de natureza".
No final de semana a Prefeitura mandou retirar uma das caixas, instalada em um shopping na Avenida Paulista. A "peça" não possuía alvará e ubstruía a passagem de pedestres vindos da escada rolante. Igualzinho ao mundo real.
A propagação de notícias falsas não é novidade, mas geralmente era associada à práticas de intervenção artística ou política. Orson Welles, na década de 30, transmitiu ao vivo uma (falsa) invasão alienígina pelo rádio.
A CIA, agência de inteligência estadunidense, também já assumiu ter plantado notícias falsas nos quatro cantos do mundo para "colaborar" com a política externa do país. Grupos e artistas como o Yes Men, Rtmarks, Joey Skaggs, Eva and Franco Mattes e Luther Blissett desenvolveram práticas semelhantes.
A grande diferença é que todos (inclusive a CIA) se utilizaram dos golpes em causas políticas, artísticas ou de contestação. Já o chamado "marketing de guerrilha" (sic) serve apenas para vender produtos.
A caixa de tinha vedação acústica para impedir a entrada do barulho dos outros automóveis e seu interior era forrado com um painel "cheio de natureza".
No final de semana a Prefeitura mandou retirar uma das caixas, instalada em um shopping na Avenida Paulista. A "peça" não possuía alvará e ubstruía a passagem de pedestres vindos da escada rolante. Igualzinho ao mundo real.
A propagação de notícias falsas não é novidade, mas geralmente era associada à práticas de intervenção artística ou política. Orson Welles, na década de 30, transmitiu ao vivo uma (falsa) invasão alienígina pelo rádio.
A CIA, agência de inteligência estadunidense, também já assumiu ter plantado notícias falsas nos quatro cantos do mundo para "colaborar" com a política externa do país. Grupos e artistas como o Yes Men, Rtmarks, Joey Skaggs, Eva and Franco Mattes e Luther Blissett desenvolveram práticas semelhantes.
A grande diferença é que todos (inclusive a CIA) se utilizaram dos golpes em causas políticas, artísticas ou de contestação. Já o chamado "marketing de guerrilha" (sic) serve apenas para vender produtos.
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Em Toronto (Canadá), a "Official Urban Repair Squad" resolveu deixar de lado a burocracia e a falta de vontade política dos governantes e colocou a mão na massa para garantir o espaço dos ciclistas nas ruas. Bem bonito, não?
A informação e as fotos estavam no Bike Lane Diary.
A informação e as fotos estavam no Bike Lane Diary.
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O automóvel é o único bem privado de uso exclusivamente público. Ninguém compra um carro para deixá-lo na garagem.
Por outro lado, ao contrário de outros bens privados, o automóvel não pode ser consumido por todos, como sonhava Henry Ford. Em São Paulo, apenas 1/3 da população utiliza automóvel para se locomover.
Na semana passada a cidade registrou mais um recorde de congestionamento: 192km na véspera do feriado. Vale lembrar que a CET monitora apenas 500km de vias. Ou seja, quase metade das ruas monitoradas estava com trânsito pesado.
Por outro lado, ao contrário de outros bens privados, o automóvel não pode ser consumido por todos, como sonhava Henry Ford. Em São Paulo, apenas 1/3 da população utiliza automóvel para se locomover.
Na semana passada a cidade registrou mais um recorde de congestionamento: 192km na véspera do feriado. Vale lembrar que a CET monitora apenas 500km de vias. Ou seja, quase metade das ruas monitoradas estava com trânsito pesado.
O excesso de carros provoca o caos para todos os habitantes. Atrapalha significativamente o transporte coletivo, polui o ar que é respirado por todos, gera barulho, agressividade e mortes.
Ciente da desgraça, a indústria automobilística e seus associados há muito tempo vêm criando anestésicos para quem está dentro da bolha. Ar condicionado, vidros escuros, equipamentos de som, celulares e até telas de vídeo (ainda que proibidas) equipam os interiores das máquinas de duas toneladas com uma pessoa dentro.
Ciente da desgraça, a indústria automobilística e seus associados há muito tempo vêm criando anestésicos para quem está dentro da bolha. Ar condicionado, vidros escuros, equipamentos de som, celulares e até telas de vídeo (ainda que proibidas) equipam os interiores das máquinas de duas toneladas com uma pessoa dentro.
Possuído pela minoria, o carro repousa no incosciente de todos como símbolo de liberdade graças aos milhões de reais gastos em propaganda.
Como a realidade do congestionamento às vezes consegue ultrpassar as bolhas escurecidas, despertando em alguns a sensação de que algo está errado, a publicidade automobilística tem investido cada vez mais na associação do carro à uma idílica possibilidade de fuga.
Fugir do congestionamento, fugir da poluição, fugir do convívio humano, fugir da realidade que, para ser transformada, depende da participação coletiva. Mais fácil para as grandes massas é gastar alguns milhares de reais e acreditar que está comprando o passaporte para algum lugar bucólico.
Enquanto isso, a cidade vivenciada por todos, inclusive por quem anda de carro, segue sucumbindo às lógicas privatistas e de guerra estabelecidas pela $ociedade do automóvel.
Como a realidade do congestionamento às vezes consegue ultrpassar as bolhas escurecidas, despertando em alguns a sensação de que algo está errado, a publicidade automobilística tem investido cada vez mais na associação do carro à uma idílica possibilidade de fuga.
Fugir do congestionamento, fugir da poluição, fugir do convívio humano, fugir da realidade que, para ser transformada, depende da participação coletiva. Mais fácil para as grandes massas é gastar alguns milhares de reais e acreditar que está comprando o passaporte para algum lugar bucólico.
Enquanto isso, a cidade vivenciada por todos, inclusive por quem anda de carro, segue sucumbindo às lógicas privatistas e de guerra estabelecidas pela $ociedade do automóvel.
(reprodução: campanha publicitária de veículo)
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(imagem: Ecologistas en Acción no ConsumeHastaMorir)
Em 2006 o mundo gastou mais de US$ 1,2 trilhão em armamentos, informa o Instituto de Pesquisas da Paz nesta reportagem da Deutsche Welle. Desde 1997 os gastos mundiais com armamentos cresceram 37%.
Ganha um tanque de gasolina, um fuzil e uma bandeira de três cores quem adivinhar o país responsável por mais da metade destes gastos... Logo atrás dos paladinos da liberdade e da democracia estão Reino Unido, França, China, Japão e Alemanha.
As guerras por petróleo e controle geopolítico (também chamados de combate ao terrorismo) são hoje os principais motores da indústria da morte.
Saddam Hussein foi deposto e enforcado sob a mentira de estar desenvolvendo armas de destruição em massa. No entanto, EUA, Rússia, França, Reino Unido e China possuem juntos mais de 26 mil ogivas nucleares.
Quem ganha com isso? Segundo o mesmo relatório, 92% do mercado de armamentos é controlado por corporações sediadas nos EUA e na Europa Ocidental.
A solução para os problemas globais como a fome, o aquecimento global e a degradação ambiental não têm nada a ver com falta de dinheiro. A guerra e o consumo predatório são políticas deliberadas de companhias e governos que lucram muito com a destruição. A única mudança significativa foi a adoção de embalagens eco-publicitárias para seus produtos, idéias e discursos.
Ganha um tanque de gasolina, um fuzil e uma bandeira de três cores quem adivinhar o país responsável por mais da metade destes gastos... Logo atrás dos paladinos da liberdade e da democracia estão Reino Unido, França, China, Japão e Alemanha.
As guerras por petróleo e controle geopolítico (também chamados de combate ao terrorismo) são hoje os principais motores da indústria da morte.
Saddam Hussein foi deposto e enforcado sob a mentira de estar desenvolvendo armas de destruição em massa. No entanto, EUA, Rússia, França, Reino Unido e China possuem juntos mais de 26 mil ogivas nucleares.
Quem ganha com isso? Segundo o mesmo relatório, 92% do mercado de armamentos é controlado por corporações sediadas nos EUA e na Europa Ocidental.
A solução para os problemas globais como a fome, o aquecimento global e a degradação ambiental não têm nada a ver com falta de dinheiro. A guerra e o consumo predatório são políticas deliberadas de companhias e governos que lucram muito com a destruição. A única mudança significativa foi a adoção de embalagens eco-publicitárias para seus produtos, idéias e discursos.
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A rua Pamplona, no bairro nobre dos Jardins, foi recapeada há cerca de quatro meses. Como em todas as outras ruas que receberam capa de asfalto no penúltimo estágio do "maior programa de recapeamento de São Paulo", as faixas de pedestre simplesmente desapareceram.
Segundo o artigo 88 do Código de Trânsito, nenhuma via poderá ser aberta ao tráfego se não estiver devidamente sinalizada. Como a preocupação com o pedestre na capital beira o nada, técnicos e administradores parecem não considerar faixas de segurança como ítens de sinalização.
Em janeiro de 2006, o presidente da CET declarou que a demora para pintar as faixas naquele estágio do recapeamento era culpa da chuva. Será que o culpado dessa vez é a inversão térmica e a falta de chuva? Ou será que o problema são as moções na Índia ou os ventos no deserto do Atacama?
Segundo o artigo 88 do Código de Trânsito, nenhuma via poderá ser aberta ao tráfego se não estiver devidamente sinalizada. Como a preocupação com o pedestre na capital beira o nada, técnicos e administradores parecem não considerar faixas de segurança como ítens de sinalização.
Em janeiro de 2006, o presidente da CET declarou que a demora para pintar as faixas naquele estágio do recapeamento era culpa da chuva. Será que o culpado dessa vez é a inversão térmica e a falta de chuva? Ou será que o problema são as moções na Índia ou os ventos no deserto do Atacama?
Há algumas semanas a prefeitura iniciou mais uma etapa da renovação do asfalto, ítem obrigatório para todo prefeito que assume o cargo na capital. Dizem as más línguas que o material utilizado pelas empreiteiras brasileiras é um tipo especial chamado "asfalto eleitoral", com prazo de vida útil de quatro anos.
O custo dos 38km de ruas recapeadas será de R$12 milhões. Segundo a Prefeitura, a média gasta no "maior programa de recapeamento asfáltico da história" é de R$50 milhões por semestre. Até agora, R$186 milhões já foram gastos.
O custo dos 38km de ruas recapeadas será de R$12 milhões. Segundo a Prefeitura, a média gasta no "maior programa de recapeamento asfáltico da história" é de R$50 milhões por semestre. Até agora, R$186 milhões já foram gastos.
Todo prefeito que assume o cargo em São Paulo tem como vitrine o recapeamento de ruas, as operações tapa-buracos e a construção de pontes e viadutos.
Nunca ouvimos falar, no entanto, em um grande programa de pintura de faixas, em uma campanha massiva pelo direito preferencial do pedestre nas travessias ou mesmo em carros multados por ameaçar ciclistas e pedestres, ações que custariam muito menos, serviriam para reduzir o número de mortes e ajudariam na construção de uma cidade mais humana e democrática.
Nunca ouvimos falar, no entanto, em um grande programa de pintura de faixas, em uma campanha massiva pelo direito preferencial do pedestre nas travessias ou mesmo em carros multados por ameaçar ciclistas e pedestres, ações que custariam muito menos, serviriam para reduzir o número de mortes e ajudariam na construção de uma cidade mais humana e democrática.
As infrações que dizem respeito à segurança de pedestres e ciclistas sequer fazem parte do rol de atuações dos agentes da CET. Sim, é isso mesmo: os agentes da CET não multam carros que não dão seta ao realizar conversões, não autuam quem ameaça ciclistas ou pedestres e sempre procuram coisas "mais importantes" para fazer do que multar um carro estacionado sobre a calçada.
As desculpas para a falta de autuações que garantam a segurança e o respeito são estapafúrdias. A razão é uma só: a prioridade continua sendo a minoria da população, os 30% que circulam de automóvel pela cidade. E o pedestre que se dane.
As desculpas para a falta de autuações que garantam a segurança e o respeito são estapafúrdias. A razão é uma só: a prioridade continua sendo a minoria da população, os 30% que circulam de automóvel pela cidade. E o pedestre que se dane.
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(fotos: Isaumir Nascimento / publicadas com a permissão do autor)
Durante uma semana o fotógrafo Isaumir Nascimento esteve no parque do Ibirapuera com o projeto Retratados em São Paulo, fotografando os freqüentadores do parque. No final de semana seguinte as fotos foram montadas em forma de painel e os personagens eram convidados a voltar ao parque para retirar seus retratos.
Segundo as estatísticas oficiais (a pesquisa Origem-Destino do Metrô, de 1997), 300 mil paulistanos usam diariamente a bicicleta como meio de transporte.
Quem anda pelas ruas da capital sabe que o número de bicicletas em circulação é muito maior. A pesquisa do metrô, principal estatística sobre mobilidade na capital, considera apenas o modo prioritário de transporte, ou seja, não leva em conta o senhor que anda de ônibus mas foi passear no parque depois do expediente, a senhora usa taxis e foi buscar pão na padaria, o garoto vai de metrô, mas foi até a casa do amigo depois da escola em sua bicicleta....
Somos muitos, cada vez mais a ocupar as ruas com nosso veículos sustentáveis, girando pedais e construindo um mundo de convivência e sustentabilidade.
Infelizmente os olhares dos administradores públicos, pesquisadores acadêmicos, técnicos e planejadores urbanos seguem voltados para atender a demanda da minoria da população que utiliza automóvel. Talvez porque eles, administradores, acadêmicos, técnicos e planejadores façam parte dessa minoria que só se desloca pela cidade dentro de automóveis. E quem já experimentou o "lado de fora" sabe o quão limitada é a visão de um motorista sobre a realidade.
Segundo as estatísticas oficiais (a pesquisa Origem-Destino do Metrô, de 1997), 300 mil paulistanos usam diariamente a bicicleta como meio de transporte.
Quem anda pelas ruas da capital sabe que o número de bicicletas em circulação é muito maior. A pesquisa do metrô, principal estatística sobre mobilidade na capital, considera apenas o modo prioritário de transporte, ou seja, não leva em conta o senhor que anda de ônibus mas foi passear no parque depois do expediente, a senhora usa taxis e foi buscar pão na padaria, o garoto vai de metrô, mas foi até a casa do amigo depois da escola em sua bicicleta....
Somos muitos, cada vez mais a ocupar as ruas com nosso veículos sustentáveis, girando pedais e construindo um mundo de convivência e sustentabilidade.
Infelizmente os olhares dos administradores públicos, pesquisadores acadêmicos, técnicos e planejadores urbanos seguem voltados para atender a demanda da minoria da população que utiliza automóvel. Talvez porque eles, administradores, acadêmicos, técnicos e planejadores façam parte dessa minoria que só se desloca pela cidade dentro de automóveis. E quem já experimentou o "lado de fora" sabe o quão limitada é a visão de um motorista sobre a realidade.
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- A indústria automobilística bateu mais um recorde de vendas em maio. Foram 211 mil veículos a mais nas ruas, o maior número já alcançado em toda a história das fabricantes no Brasil.
- No último feriado (de 6 a 10 de junho), 50 pessoas morreram em "acidentes" de trânsito apenas nas rodovias estaduais de São Paulo.
- A cidade de São Paulo é a 5a cidade mais poluída do mundo.
Algum matemático para montar a equação?
- No último feriado (de 6 a 10 de junho), 50 pessoas morreram em "acidentes" de trânsito apenas nas rodovias estaduais de São Paulo.
- A cidade de São Paulo é a 5a cidade mais poluída do mundo.
Algum matemático para montar a equação?
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Um cheiro ruim tomava a Praça do Ciclista na manhã da última sexta-feira. Era Dia de Ação Global contra as Mudanças Climáticas e o G8. Em diversas partes do planeta, as pessoas ocupavam as ruas para dizer não à inércia dos 8 líderes reunidos atrás de grades e exércitos na Alemanha durante a cúpula do G8.
A bad smell surrounded Bicyclist's Square last friday morning, Global Direct Action Day against G8 and Climate Change. All around the world, people relcaimed the streets to say no to the letarghy of the 8 leaders that met in Germany behind fences and armys.
A bad smell surrounded Bicyclist's Square last friday morning, Global Direct Action Day against G8 and Climate Change. All around the world, people relcaimed the streets to say no to the letarghy of the 8 leaders that met in Germany behind fences and armys.
Em São Paulo, 25 seres humanos reunidos para celebrar a vida, a convivência e a sustentabilidade em uma Bicicletada pela vida. Na Alemanha, apenas oito seres humanos decidiram manter a guerra, o desperdício e o consumo predatório que segue destruindo vidas e o planeta.
In Sao Paulo, 25 human beings joined to celebrate life, sustainability and the act of living togheter in a Critical Mass ride for life. In Germany, there're only 8 human beings deciding to keep war and preadatory waste of resources that destroys the planet and kills lifes all around the globe.
In Sao Paulo, 25 human beings joined to celebrate life, sustainability and the act of living togheter in a Critical Mass ride for life. In Germany, there're only 8 human beings deciding to keep war and preadatory waste of resources that destroys the planet and kills lifes all around the globe.
A manhã na Praça do Ciclista teve o plantio de uma árvore, em homenagem ao morador de rua morto por um automóvel no último dia 25 de maio, madrugada que antecedeu a bicicletada daquele mês. O homem, de nome ainda não descoberto, foi morto enquanto dormia.
A tree was planted on Bicyclist's Square. It was in honor of a homeless man that was sleeping below the Square and was killed by a car on may 25th, a few hours before may Critical Mass take the streets to celebrate life.
A tree was planted on Bicyclist's Square. It was in honor of a homeless man that was sleeping below the Square and was killed by a car on may 25th, a few hours before may Critical Mass take the streets to celebrate life.
"Please contribute to (stop) the revolution"
Primeira parada: Consulado Italiano. Fiats, Ferraris, Masseratis, Lamborghinis e Berlusconis matam milhares de seres humanos a cada ano.
First stop: Italian Consulate. Fiats, Ferraris, Masseratis, Lamborghinis and Berlusconis kills thousands of human beings every year.
First stop: Italian Consulate. Fiats, Ferraris, Masseratis, Lamborghinis and Berlusconis kills thousands of human beings every year.
Segunda parada: sede da Petrobrás. Transformar o brasil em um imenso canavial para sustentar a locomoção irracional pelo automóvel não é solução energética nem ecológica, mas sim a manutenção do estado de guerra e destruição ambiental.
Second stop: Petrobrás building, the brazilian fuel company. The plan to make Brazil become a huge cane brake is no energetic or ecological solution, but only a way to fuel an obsession and keep the state of war, enviromental destruction and irrational mobility standarts.
Second stop: Petrobrás building, the brazilian fuel company. The plan to make Brazil become a huge cane brake is no energetic or ecological solution, but only a way to fuel an obsession and keep the state of war, enviromental destruction and irrational mobility standarts.
Desmontados das bicicletas, em direção à terceira parada: Consulado do Japão. Hondas, Toyotas e Mitsubishis matam outras milhares de pessoas por ano em todo o mundo.
Off the bikes on the crosswalk, going to the third stop: Japan Consulate. Hondas, Toyotas and Mitsubishis kills thousands of people every year all around the world.
Off the bikes on the crosswalk, going to the third stop: Japan Consulate. Hondas, Toyotas and Mitsubishis kills thousands of people every year all around the world.
Quarta parada: Consulado Francês. Renaults e Peugeots poluem tanto quanto os outros. Em São Paulo a poluição mata cerca de 8 pessoas por dia. Mais da metade da poluição atmosférica da cidade vem dos automóveis particulares.
Fourth stop: French Consulate. Renaults and Peugeots pollute as much as the others. In Sao Paulo, air pollution kills about 8 people a day. More than a half of the air pollution comes from private cars.
Quinta parada: Consulado Alemão. Mercedes, BMWs e Audis propagam valores individualistas, estimulam a agressividade e colaboram com o estado de guerra em que vive o planeta.
Fifth stop: German Consulate. Mercedes, BMWs and Audis spread individualism and agressivity, contributing to the planetary state of war.
Fifth stop: German Consulate. Mercedes, BMWs and Audis spread individualism and agressivity, contributing to the planetary state of war.
Na frente do consulado inglês, a terra em perigo nas mãos do poodle de guerra Tony Blair.
In front of British Consulate, Earth on Danger on the hands of war poodle Tony Blair.
In front of British Consulate, Earth on Danger on the hands of war poodle Tony Blair.
Massa Crítica na Daslu, a loja da high society paulistana. O G8 da garôa parece ter nojo da própria terra: frases em inglês logo na entrada, serviçais vestindo roupas de mordomo francês, ali do lado do fétido rio Pinheiros e da miséria do terceriro mundo.
Critical Mass at Daslu, the store where the richest people in Brazil shops. Our "G8-people" shop there and seems to feel nausea about their own land: english written phrases, employees dressing french butler clothes, just beside the polluted Pinheiros river and surrounded by third world favelas.
Critical Mass at Daslu, the store where the richest people in Brazil shops. Our "G8-people" shop there and seems to feel nausea about their own land: english written phrases, employees dressing french butler clothes, just beside the polluted Pinheiros river and surrounded by third world favelas.
Consulado canadense no World Trade Center São Paulo: a Terra em perigo (e não é por causa do Bin Laden).
Canadian consulate on World Trade Center Sao Paulo: Earth in danger (and it's not because of Bin Laden).
Canadian consulate on World Trade Center Sao Paulo: Earth in danger (and it's not because of Bin Laden).

Consulado estadunidense. Do lado de fora, parece Guantánamo.
U.S. Consulate. Outside, it looks like Guantanamo.
Recado para Mr. Bush na frente do Consulado.
Note to Mr. Bush: "Brazil isn't a cane brake / G8: State Terror"
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A mídia de massa (bancada em boa parte por anúncios de automóveis) andou chamando a poluição da última semana em São Paulo de "neblina".
Quem respirou em São Paulo nos últimos dias sabe que a névoa paulistana é muito mais suja do que uma simples condensação de partículas de água na altura do solo.
Em inglês, o termo mais adequado para definir o fenômeno é "smog", uma mistura de "fumaça" (smoke) com "fog" (neblina). Para desinformar os paulistanos sobre o estado de calamidade (e garantir os anúncios de máquinas poluentes chamadas "Eco"), a mídia opta sempre por esconder as causas e falar apenas das conseqüências.
Com a proximidade do inverno, começa a enxurrada de matérias atribuindo o céu cinza ao fenômeno climático chamado de inversão térmica. De fato, "tampa atmosférica" que cobre o céu paulistano durante esta época do ano é real e impede a dispersão dos poluentes. Mas será que a podridão que vemos no horizonte é causada pela inversão térmica ou pelos escapamentos dos quase 6 milhões de automóveis da cidade?
Ao abordar a péssima qualidade do ar, a mídia corporativa nunca utiliza fotos de automóveis com o céu poluído ao fundo. O enfoque das reportagens sobre poluição é sempre o mesmo: como se proteger do ar podre. Nunca vi uma matéria em um jornalão dizendo "deixe o seu carro em casa, use o transporte público, vá a pé ou de bicicleta".
A tentativa de atribuir as 10 mortes diárias, as crises de asma, o agravamento de crises respiratórias e o céu cinza à fenômenos climáticos cumpre o seu papel: isentar a indústria automobilística e o uso excessivo dos automóveis da culpa.
Na semana que passou, a filha da faxineira que trabalha aqui em casa telefonou à mãe dizendo que as inalações que estava fazendo não estavam surtindo efeito. Com 10 anos de idade, a menina sofre de bronquite e tem o quadro agravado nesta época do ano. Ao final da conversa telefônica, a mãe me contou a história, terminando a frase com o tradicional "também, com esse tempo não tem jeito"...
A família da menina não possui automóvel, mas como tantos outros paulistanos é vítima da mídia de massa, da falta de atitude dos governantes, da indústria automobilística e dos 30% de paulistanos que possuem carro.
Quem respirou em São Paulo nos últimos dias sabe que a névoa paulistana é muito mais suja do que uma simples condensação de partículas de água na altura do solo.
Em inglês, o termo mais adequado para definir o fenômeno é "smog", uma mistura de "fumaça" (smoke) com "fog" (neblina). Para desinformar os paulistanos sobre o estado de calamidade (e garantir os anúncios de máquinas poluentes chamadas "Eco"), a mídia opta sempre por esconder as causas e falar apenas das conseqüências.
Com a proximidade do inverno, começa a enxurrada de matérias atribuindo o céu cinza ao fenômeno climático chamado de inversão térmica. De fato, "tampa atmosférica" que cobre o céu paulistano durante esta época do ano é real e impede a dispersão dos poluentes. Mas será que a podridão que vemos no horizonte é causada pela inversão térmica ou pelos escapamentos dos quase 6 milhões de automóveis da cidade?
Ao abordar a péssima qualidade do ar, a mídia corporativa nunca utiliza fotos de automóveis com o céu poluído ao fundo. O enfoque das reportagens sobre poluição é sempre o mesmo: como se proteger do ar podre. Nunca vi uma matéria em um jornalão dizendo "deixe o seu carro em casa, use o transporte público, vá a pé ou de bicicleta".
A tentativa de atribuir as 10 mortes diárias, as crises de asma, o agravamento de crises respiratórias e o céu cinza à fenômenos climáticos cumpre o seu papel: isentar a indústria automobilística e o uso excessivo dos automóveis da culpa.
Na semana que passou, a filha da faxineira que trabalha aqui em casa telefonou à mãe dizendo que as inalações que estava fazendo não estavam surtindo efeito. Com 10 anos de idade, a menina sofre de bronquite e tem o quadro agravado nesta época do ano. Ao final da conversa telefônica, a mãe me contou a história, terminando a frase com o tradicional "também, com esse tempo não tem jeito"...
A família da menina não possui automóvel, mas como tantos outros paulistanos é vítima da mídia de massa, da falta de atitude dos governantes, da indústria automobilística e dos 30% de paulistanos que possuem carro.
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Enquanto a m��dia corporativa (em especial a brasileira) segue sua pol��tica de terrorismo, desinforma����o e publicidade travestida de jornalismo, as fontes alternativas de produ����o e distribui����o de informa����o d��o um baile de criatividade e compet��ncia.
Desde o dia 2 de junho est�� no ar a G8-TV. Direto de Rostock, na Alemanha, o canal de TV pela internet vem realizando uma cobertura audiovisual di��ria das atividades de contesta����o ao G8. Imagens e depoimentos que voc�� nunca ver�� na m��dia comercial.
Todo dia, ��s 16h (hor��rio de Bras��lia), um telejornal com 20 minutos de dura����o, ao vivo pela internet. Os v��deos exibidos ficam arquivados e podem ser baixados pela web ou por um cliente de bittorrent.
As produ����es, licenciadas em copyleft ou creative commons, s��o bil��ng��es (alem��o e ingl��s), sendo que alguns programas contam ainda com legendas colaborativas em outros idiomas (inclusive o portugu��s).
Se voc�� escolher baixar os v��deos para o seu computador, precisar�� de um tocador de m��dia compat��vel com o formato ogg. Fica a sugest��o: VLC, o melhor tocador de ��udio e v��deo dispon��vel. Tudo livre e de gra��a. Porque informa����o n��o �� mercadoria.
Desde o dia 2 de junho est�� no ar a G8-TV. Direto de Rostock, na Alemanha, o canal de TV pela internet vem realizando uma cobertura audiovisual di��ria das atividades de contesta����o ao G8. Imagens e depoimentos que voc�� nunca ver�� na m��dia comercial.
Todo dia, ��s 16h (hor��rio de Bras��lia), um telejornal com 20 minutos de dura����o, ao vivo pela internet. Os v��deos exibidos ficam arquivados e podem ser baixados pela web ou por um cliente de bittorrent.
As produ����es, licenciadas em copyleft ou creative commons, s��o bil��ng��es (alem��o e ingl��s), sendo que alguns programas contam ainda com legendas colaborativas em outros idiomas (inclusive o portugu��s).
Se voc�� escolher baixar os v��deos para o seu computador, precisar�� de um tocador de m��dia compat��vel com o formato ogg. Fica a sugest��o: VLC, o melhor tocador de ��udio e v��deo dispon��vel. Tudo livre e de gra��a. Porque informa����o n��o �� mercadoria.
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O André Pasqualini, do CicloBR, gravou, editou e publicou um belo vídeo da bicicletada de maio em São Paulo.
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Na próxima sexta-feira (08), pessoas de todo o planeta ocuparão as ruas para celebrar alternativas sustentáveis de vida e contestar a falta de políticas efetivas para lidar com as alterações climáticas que ameaçam o planeta e a vida humana.
Trata-se de um Dia de Ação Global Contra as Mudanças Climáticas e o G8. Em São Paulo acontece uma bicicletada, a massa crítica nas ruas. O encontro será às 10h, na Praça do Ciclista (av. Paulista, altura do n.2440).
Como sempre, basta aparecer com um meio de transporte não motorizado (bicicleta, patins, skate...). Alegorias, fantasias, cartazes e panfletos com o tema do encontro são muito bem-vindos.
Trata-se de um Dia de Ação Global Contra as Mudanças Climáticas e o G8. Em São Paulo acontece uma bicicletada, a massa crítica nas ruas. O encontro será às 10h, na Praça do Ciclista (av. Paulista, altura do n.2440).
Como sempre, basta aparecer com um meio de transporte não motorizado (bicicleta, patins, skate...). Alegorias, fantasias, cartazes e panfletos com o tema do encontro são muito bem-vindos.
O G8 e as mudanças climáticas
Entre 6 e 8 de junho, os líderes dos 8 países mais ricos (e/ou bem-armados) do mundo estarão reunidos na Alemanha para discutir o futuro do planeta. Na pauta das reuniões do chamado G8, a catástrofe climática que se anuncia para as próximas décadas: enchentes, desertificação, derretimento da calota polar, extinção de milhares de espécies, migrações forçadas, fome e epidemias que afetarão especialmente os países e as comunidades mais pobres.
Os países do G8 são historicamente os grandes responsáveis pela devastação ambiental e humana que varre o planeta. O projeto de desenvolvimento baseado no consumo predatório de recursos naturais, na descartabilidade de produtos e na adequação de territórios e populações aos interesses de meia dúzia de corporações e especuladores globais está ruindo. A humanindade e o planeta não são capazes de suportar os padrões de vida, produção e consumo impostos pelo G8.
Neste começo de século, torna-se imperativo construir novas estruturas sociais baseadas na distribuição de riquezas, na convivência pacífica entre as pessoas e na utilização sustentável dos recursos naturais e humanos. As soluções apresentadas pelo G8 sempre estiveram pautadas no exato oposto: concentração, guerra e desperdício.
Os oito países que se encontram na Alemanha são responsáveis por mais da metade das emissões de gases de efeito estufa no planeta. Apenas um país (os EUA) foi responsável por 43% das emissões de carbono desde 1992 (data em que todos os países se comprometeram a reduzir suas emissões).
Atualmente, meia dúzia de corporações multinacionais sediadas nos países ricos tentem controlar a produção e o comércio em todo o planeta, padronizando alimentos, hábitos e culturas.
O dinheiro gasto com guerras por combustível e invasões militares poderia facilmente ser investido na reversão da catástrofe iminente. Mas os países reunidos no G8 preferem utilizar seus recursos e exércitos para preservar sua hegemonia e manter formas de vida incompatíveis com a sobrevivência humana no planeta.
O G8 conta com a subserviência de países periféricos, que insistem em se manter como produtores de matéria prima e fornecedores de mão de obra barata. O Brasil, por exemplo, tem aceitado passivamente se tornar um grande canavial, propagando a mentira de que basta substituir uma fonte de energia por outra para resolver o problema, quando o imperativo é a racionalização do consumo e a melhor distribuição dos recursos existentes.
Mesmo com as cercas, bombas e barricadas montadas a cada encontro dos donos do mundo, a humanidade vem reagindo aos abusos, construindo estruturas sustentáveis de vida, propagando valores de convivência, questionando as políticas bélicas e predatórias, estimulando a diversidade e a tolerância entre as pessoas.
Os países do G8 são historicamente os grandes responsáveis pela devastação ambiental e humana que varre o planeta. O projeto de desenvolvimento baseado no consumo predatório de recursos naturais, na descartabilidade de produtos e na adequação de territórios e populações aos interesses de meia dúzia de corporações e especuladores globais está ruindo. A humanindade e o planeta não são capazes de suportar os padrões de vida, produção e consumo impostos pelo G8.
Neste começo de século, torna-se imperativo construir novas estruturas sociais baseadas na distribuição de riquezas, na convivência pacífica entre as pessoas e na utilização sustentável dos recursos naturais e humanos. As soluções apresentadas pelo G8 sempre estiveram pautadas no exato oposto: concentração, guerra e desperdício.
Os oito países que se encontram na Alemanha são responsáveis por mais da metade das emissões de gases de efeito estufa no planeta. Apenas um país (os EUA) foi responsável por 43% das emissões de carbono desde 1992 (data em que todos os países se comprometeram a reduzir suas emissões).
Atualmente, meia dúzia de corporações multinacionais sediadas nos países ricos tentem controlar a produção e o comércio em todo o planeta, padronizando alimentos, hábitos e culturas.
O dinheiro gasto com guerras por combustível e invasões militares poderia facilmente ser investido na reversão da catástrofe iminente. Mas os países reunidos no G8 preferem utilizar seus recursos e exércitos para preservar sua hegemonia e manter formas de vida incompatíveis com a sobrevivência humana no planeta.
O G8 conta com a subserviência de países periféricos, que insistem em se manter como produtores de matéria prima e fornecedores de mão de obra barata. O Brasil, por exemplo, tem aceitado passivamente se tornar um grande canavial, propagando a mentira de que basta substituir uma fonte de energia por outra para resolver o problema, quando o imperativo é a racionalização do consumo e a melhor distribuição dos recursos existentes.
Mesmo com as cercas, bombas e barricadas montadas a cada encontro dos donos do mundo, a humanidade vem reagindo aos abusos, construindo estruturas sustentáveis de vida, propagando valores de convivência, questionando as políticas bélicas e predatórias, estimulando a diversidade e a tolerância entre as pessoas.
[chamado internacional da rede Rising Tide]
[G8 deve US$ 40 bi a países pobres por aquecimento - BBC]
[chamado no site Gaia - Portugal]
[Iluminando os ricos - ConsumeHastaMorir]
[G8 deve US$ 40 bi a países pobres por aquecimento - BBC]
[chamado no site Gaia - Portugal]
[Iluminando os ricos - ConsumeHastaMorir]
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Para melhorar o seu meio-ambiente:
- Deixe o carro em casa sempre que possível : ele polui o ar, congestiona as ruas, degrada a cidade, causa estresse e favorece o sedentarismo
- No espaço de 3 carros (geralmente com uma pessoa) pode circular um ônibus com 60 passageiros ou 20 ciclistas
- Use transporte coletivo : alguns minutos a mais no seu percurso tornam a cidade melhor para todos
- Participe das discussões sobre transporte público e exija das autoridades melhorias no sistema do metrô e ônibus urbano
- Em distâncias até 6km, vá a pé ou de bicicleta : além de fazer exercício e economizar, você verá a cidade com outros olhos
- Respeite o ciclista e o pedestre : eles têm igual direito de circular nas ruas com segurança
- Ao ultrapassar uma bicicleta, reduza a velocidade e mantenha distância. Nas faixas, a preferência é sempre do pedestre (a não ser que exista semáforo específico). Respeite as calçadas, as áreas verdes e jardins e os rebaixamentos no meio-fio.
- Deixe o carro em casa sempre que possível : ele polui o ar, congestiona as ruas, degrada a cidade, causa estresse e favorece o sedentarismo
- No espaço de 3 carros (geralmente com uma pessoa) pode circular um ônibus com 60 passageiros ou 20 ciclistas
- Use transporte coletivo : alguns minutos a mais no seu percurso tornam a cidade melhor para todos
- Participe das discussões sobre transporte público e exija das autoridades melhorias no sistema do metrô e ônibus urbano
- Em distâncias até 6km, vá a pé ou de bicicleta : além de fazer exercício e economizar, você verá a cidade com outros olhos
- Respeite o ciclista e o pedestre : eles têm igual direito de circular nas ruas com segurança
- Ao ultrapassar uma bicicleta, reduza a velocidade e mantenha distância. Nas faixas, a preferência é sempre do pedestre (a não ser que exista semáforo específico). Respeite as calçadas, as áreas verdes e jardins e os rebaixamentos no meio-fio.
Estas dicas foram retiradas deste panfleto, que é distribuído mensalmente pelos participantes da bicicletada paulistana e por ativistas de outras cidades brasileiras.
Nesta quarta-feira (06), acontece o seminário Impactos das Mudanças Climáticas e Cenários no Estado de São Paulo. A dica é do Panóptico. Programação e informações na página do IEA-USP.
Também na quarta-feira, às 19h, o Cinusp exibe o vídeo Sociedade do Automóvel. Informações aqui.
Também na quarta-feira, às 19h, o Cinusp exibe o vídeo Sociedade do Automóvel. Informações aqui.
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(encontrada pelo Lilx aqui)
Rádio CBN, ao acordar: "o ministro Guido Mantega prepara um pacote de ajuda à indústria automobilística, que está exportando pouco por causa da cotação do dólar".
Maio foi o melhor mês da história brasileira para os senhores dos auto(i)móveis. Preparação para o suicídio coletivo no inverno? Tentativa de aumentar o número de oito mortos diários por causa da poluição em São Paulo? Um esforço para parar a cidade de vez?
Que a era dessa gente esteja perto do fim, senão seremos nós, as gentes de todo o mundo, quem irá desaparecer do planeta.
Maio foi o melhor mês da história brasileira para os senhores dos auto(i)móveis. Preparação para o suicídio coletivo no inverno? Tentativa de aumentar o número de oito mortos diários por causa da poluição em São Paulo? Um esforço para parar a cidade de vez?
Que a era dessa gente esteja perto do fim, senão seremos nós, as gentes de todo o mundo, quem irá desaparecer do planeta.
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O largo São Bento, que nunca foi tão largo, praticamente desapareceu com o fechamento do calçadão da Florêncio de Abreu no final de 2006.
O espaço, que poderia ser usado tanto para a convivência quanto para o deslocamento de pessoas, foi invadido por duas pistas de rolamento, um "valet park" e viaturas da polícia.
O fechamento da Florêncio de Abreu para as pessoas foi a terceira morte de um calçadão executada pela atual administração.
O espaço, que poderia ser usado tanto para a convivência quanto para o deslocamento de pessoas, foi invadido por duas pistas de rolamento, um "valet park" e viaturas da polícia.
O fechamento da Florêncio de Abreu para as pessoas foi a terceira morte de um calçadão executada pela atual administração.
Mesmo antes das obras pró-carro, o largo São Bento já sofria com os abusos de propriedades privadas sobre rodas. A base da Polícia Militar no local não afastava contraventores, que estacionavam tranqüilamente seus veículos sobre o calçadão aos finais de semana.
Outro trecho do largo era (e continua sendo) utilizado pelo valet park da igreja para embarque, desembarque e estacionamento de carros particulares durante casamentos, batizados e afins.
Outro trecho do largo era (e continua sendo) utilizado pelo valet park da igreja para embarque, desembarque e estacionamento de carros particulares durante casamentos, batizados e afins.
Mesmo com o fechamento do calçadão, não é raro assistir ao fluxo e estacionamento de veículos particulares em outros trechos do largo, como mostra a foto abaixo.

O processo de tirar espaço das pessoas e dedicá-lo aos automóveis vem sendo chamado de "revitalização". No entanto, trazer vida à região seria construir um calçadão que ligasse o mosteiro de São Bento ao Mercado Municipal.
Ou será que alguns setores da administração municipal e da sociedade só consideram vivos aqueles que consomem?
Ou será que alguns setores da administração municipal e da sociedade só consideram vivos aqueles que consomem?
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A cada ano 1 milhão de pessoas morrem no trânsito em todo o planeta. Excessão é o "acidente" fatal que não está relacionado ao excesso de velocidade e ao comportamento irresponsável e agressivo dos "pilotos".
A indústria automobilística, no entanto, não se mostra muito preocupada com o genocídio e continua a propagandear suas máquinas associadas à potência, status e velocidade. Os exemplos são abundantes.
As tentativas de limitar a apologia à velocidade chegam a ser ridicularizadas pelos fabricantes, como na nova propaganda de um carro da Volkswagen. Confira o diálogo abaixo, extraído do filme promocional que pode ser visto aqui (clique em campanha/comercial).
A indústria automobilística, no entanto, não se mostra muito preocupada com o genocídio e continua a propagandear suas máquinas associadas à potência, status e velocidade. Os exemplos são abundantes.
As tentativas de limitar a apologia à velocidade chegam a ser ridicularizadas pelos fabricantes, como na nova propaganda de um carro da Volkswagen. Confira o diálogo abaixo, extraído do filme promocional que pode ser visto aqui (clique em campanha/comercial).
- Olha o filme ficou lindo, vocês da agência valorizaram bem o design, o câmbio tiptronik, mas tem um problema: o carro ta correndo demais.
- Mas ele corre, ué!
- Mas nós da volkswagen não podemos incentivar isso.
- A gente vai filmar de novo, com o carro mais calminho.
- Ah não precisa, com a computação a gente deixa ele mais lento.
- E fica bom?
- Ooooo!
- Mas ele corre, ué!
- Mas nós da volkswagen não podemos incentivar isso.
- A gente vai filmar de novo, com o carro mais calminho.
- Ah não precisa, com a computação a gente deixa ele mais lento.
- E fica bom?
- Ooooo!
Na imagem acima, outro exemplo: "É perigoso lá fora", diz o slogan deste veículo. Mais correto seria dizer "é perigoso para quem está lá fora", já que as principais vítimas dos automóveis são pedestres e ciclistas.
Ao longo das décadas a indústria desenvolveu uma série de equipamentos de segurança para quem está do lado de dentro das bolhas (air bags, cintos de segurança, freios ABS, cockpits indestrutíveis...).
O mesmo cuidado com a vida não acontece em relação a quem está do lado de fora. Potência e velocidade são ítens soberbamente valorizados nos automóveis. A mesma velocidade que fascina e vende é aquela que mata e destrói vidas em todo o planeta.
Ao longo das décadas a indústria desenvolveu uma série de equipamentos de segurança para quem está do lado de dentro das bolhas (air bags, cintos de segurança, freios ABS, cockpits indestrutíveis...).
O mesmo cuidado com a vida não acontece em relação a quem está do lado de fora. Potência e velocidade são ítens soberbamente valorizados nos automóveis. A mesma velocidade que fascina e vende é aquela que mata e destrói vidas em todo o planeta.
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- O colega Welinton Bastos colocou no ar um incrível HD virtual sobre trânsito. Legislação, artigos, vídeos, pesquisas.... Visite e guarde entre os seus favoritos: transito.4shared.com
- No próximo final de semana, o Greenpeace realiza a Volta Pelo Clima em diversas cidades brasileiras. Em São Paulo, a atividade acontece no sábado (02), das 8h às 12h da manhã, no parque do Ibirapuera. Mais informações aqui.
- E nos dias 4 e 6 de junho, por ocasião do Dia Internacional do Meio Ambiente, o Cinusp exibe o vídeo Sociedade do Automóvel na mostra Cinema e Meio Ambiente. As exibições são gratuitas e acontecem às 19h. O Cinusp fica na Cidade Universitária, em São Paulo.
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