Antes do automóvel impor sua lógica às cidades, as ruas serviam também para a convivência e para o lazer. A transformação do espaço urbano em local destinado prioritariamente à circulação de máquinas fez com que as ruas se tornrnassem perigosas.
O carro, propriedade privada, também rouba espaço público das crianças quando estacionado. Em vez de calçadas largas, "playgrounds" e praças, uma longa fila de automóveis estacionados.
A lógica do carro, como já foi dito neste blogue, é parceira da especulação imobiliária. A construção de prédios e condomínios com gigantescas áreas privadas de lazer também é característica da São Paulo segregacionista. Nas regiões mais verticalizadas e ricas da cidade, não é raro encontrar dez quadras esportivas e dez piscinas em um só quarteirão. Quase todas permanecem vazias durante boa parte do ano.
O carro, propriedade privada, também rouba espaço público das crianças quando estacionado. Em vez de calçadas largas, "playgrounds" e praças, uma longa fila de automóveis estacionados.
A lógica do carro, como já foi dito neste blogue, é parceira da especulação imobiliária. A construção de prédios e condomínios com gigantescas áreas privadas de lazer também é característica da São Paulo segregacionista. Nas regiões mais verticalizadas e ricas da cidade, não é raro encontrar dez quadras esportivas e dez piscinas em um só quarteirão. Quase todas permanecem vazias durante boa parte do ano.
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Primeira bicicletada do ano, mais de 40 pessoas se juntaram para pedalar, conversar, panfletar e celebrar o espaço público, o transporte sustentável e a convivência pacífica nas ruas.
Bicicleta sonora em fase de testes nas ruas. O som animou a concentração na Praça do Ciclista, mas alguns problemas técnicos impediram que o "sound system" da Bicicletada desse sua primeira volta nas ruas.
O grupo CicloBR tocava o Projeto Ciclofaixas, o Bikely no papel.
Uma descoberta: o homem da estátua é Francisco de Miranda, venezuelano que combateu junto com Simon Bolívar pela independência de diversos países americanos.
Provocação na praça?
Além dos 32 que saíram na foto,
outros se juntaram à massa crítica no caminho.
Compartilhando água.
Saindo da Praça.
Nós somos trânsito.
Skate também é transporte.
Compartilhando a rua.
Prefeitura
Para-ciclo gambiarra na Prefeitura.
Em fevereiro tem mais. O mês do carnaval marca também o primeiro aniversário da Praça do Ciclista, o ponto de encontro das bicicletadas paulistanas.
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O processo de especulação imobiliária (associado às políticas rodoviaristas das sucessivas administrações paulistanas) é o grande responsável pela destruição do patrimônio histórico.
Casas viram estacionamentos, que viram prédios com estacionamentos. Essa é a "evolução" da cidade. Quando não é possível comprar o imóvel ou quando esbarram em algum entrave preservacionista, os especuladores não têm a menor dúvida: praticam a sabotagem.
O passado sucateado pelo lobby rodoviarista acaba servindo como imagem excêntrica ou turística da cidade, um adorno de fachada que desperta lembranças de um tempo longínquo, sufocado pelo "desenvolvimento" predatório e especulativo da capital do automóvel. Tomara que estas lembranças sejam capazes de provocar alguma reação na cabeça do paulistano.
Casas viram estacionamentos, que viram prédios com estacionamentos. Essa é a "evolução" da cidade. Quando não é possível comprar o imóvel ou quando esbarram em algum entrave preservacionista, os especuladores não têm a menor dúvida: praticam a sabotagem.
O passado sucateado pelo lobby rodoviarista acaba servindo como imagem excêntrica ou turística da cidade, um adorno de fachada que desperta lembranças de um tempo longínquo, sufocado pelo "desenvolvimento" predatório e especulativo da capital do automóvel. Tomara que estas lembranças sejam capazes de provocar alguma reação na cabeça do paulistano.
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faixa de ônibus na avenida Paulista
ou "como sete atrapalham sessenta"
ou "como sete atrapalham sessenta"
Tudo indica que as bicicletas finalmente serão tratadas como um meio de transporte na São Paulo de 2007. Se as magrelas têm tudo para se tornar uma ótima opção individual para "escapar do trânsito", o transporte coletivo continua sendo visto como o meio de transporte de quem não consegue comprar um carro.
Enquanto a linha 4 do metrô não passa na porta dos moradores dos Jardins e de Higienópolis, fazendo com que os tais "formadores de opinião" passem a usar o transporte público (ainda que de vez em quando), a maior parte da população (principalmente quem mora além do chamado "centro expandido") continua a sofrer com a baixa valorização do sistema de ônibus.
São Paulo precisa de metrô, disso até as pedras sabem. Mas o metrô é caro e lento de ser construído, principalmente porque as obras costumam seguir o calendário eleitoral. Perto das eleições, promessas de linhas e mais linhas. Passada a votação, surgem os problemas, os adiamentos, as mudanças de planos, a "contenção de recursos" ou a amnésia eleitoral.
Um sistema de transporte de massa mais barato e mais rápido de ser construído que o metrô pode ser composto por ônibus em corredores exclusivos, veículos leves sobre pneus (o famigerado Fura-Fila, transformado em "Expresso Tiradentes"), trens pequenos e até bondes.
Enquanto a linha 4 do metrô não passa na porta dos moradores dos Jardins e de Higienópolis, fazendo com que os tais "formadores de opinião" passem a usar o transporte público (ainda que de vez em quando), a maior parte da população (principalmente quem mora além do chamado "centro expandido") continua a sofrer com a baixa valorização do sistema de ônibus.
São Paulo precisa de metrô, disso até as pedras sabem. Mas o metrô é caro e lento de ser construído, principalmente porque as obras costumam seguir o calendário eleitoral. Perto das eleições, promessas de linhas e mais linhas. Passada a votação, surgem os problemas, os adiamentos, as mudanças de planos, a "contenção de recursos" ou a amnésia eleitoral.
Um sistema de transporte de massa mais barato e mais rápido de ser construído que o metrô pode ser composto por ônibus em corredores exclusivos, veículos leves sobre pneus (o famigerado Fura-Fila, transformado em "Expresso Tiradentes"), trens pequenos e até bondes.
A foto acima é do sitema rápido de ônibus da avenida 9 de Julho. À direita, com piso mais claro, as faixas (teoricamente) exclusivas para os coletivos. A quantidade de motoristas "espertos" que invadiu a faixa para "dar uma escapada" do congestionamento não é pequena. Os quatro ônibus articulados transportam muito mais gente do que todos os carros da foto, ocupando bem menos espaço do que os veículos de duas toneladas com uma pessoa dentro. Duvida?
A fiscalização dos corredores é eletrônica e humana, com câmeras e agentes da CET. Ao longo do corredor, alguns sensores detectam se o veículo é um carro ou um ônibus (provavelmente através da distância entre os eixos ou do peso) e acionam câmeras, seguindo o princípio dos radares de velocidade.
Para alguns motoristas, basta saber onde estão radares fixos e partir para a roleta russa, afinal o "prejuízo" sequer passa perto da proibição do direito a dirigir. Se forem pegos pela fiscalização móvel, pagam as migalhas da multa (isso quando não ficam impunes com placas de outro estado ou mutretas diversas). Segundo porque os agentes da CET e os radares móveis não são tão móveis assim, nem conseguem dar conta de toda a área de caos motorizado na cidade.
Os "espertos" ainda são beneficiados pela lei brasileira, que obriga os órgãos de trânsito a identificar os locais onde existem radares ou câmeras de fiscalização. Se transportássemos este princípio para o direito criminal, seria como afirmar que um cidadão só não pode roubar o outro onde existem placas explícitas dizendo "roubar é crime".
Se nos corredores exclusivos não é possível controlar a fome do automóvel por espaço (para saciar a angústia de seu motorista por velocidade), é nas faixas "preferenciais" que o transporte coletivo perde grande parte de sua qualidade. Como é difícil fiscalizar se o carro saiu de alguma garagem ou vai virar em alguma rua, prevalece o bom e velho jeitinho brasileiro, beneficiado pela sensação de "invisibilidade" do vidro escuro e fechado.
Quem anda de ônibus também é prejudicado pelo carro no horário de lazer. Desde julho do ano passado a Prefeitura permite o trânsito de automóveis particulares nos corredores aos sábados, domingos e feriados. Ou seja, além de contar com frota reduzida de ônibus, os passageiros dos coletivos ainda são obrigados a dividir o espaço com os carros que geralmente transportam apenas uma pessoa dentro.
Diz a notícia oficial que "o objetivo é melhorar a distribuição do fluxo de veículos na cidade (...) quando as faixas exclusivas ficam ociosas por mais tempo". Ou seja, melhorar o trânsito para quem usa carro. E que se dane o cidadão que escolhe ir até a Vila Madalena de ônibus em um sábado à noite pelo corredor da Rebouças, por exemplo.
A fiscalização dos corredores é eletrônica e humana, com câmeras e agentes da CET. Ao longo do corredor, alguns sensores detectam se o veículo é um carro ou um ônibus (provavelmente através da distância entre os eixos ou do peso) e acionam câmeras, seguindo o princípio dos radares de velocidade.
Para alguns motoristas, basta saber onde estão radares fixos e partir para a roleta russa, afinal o "prejuízo" sequer passa perto da proibição do direito a dirigir. Se forem pegos pela fiscalização móvel, pagam as migalhas da multa (isso quando não ficam impunes com placas de outro estado ou mutretas diversas). Segundo porque os agentes da CET e os radares móveis não são tão móveis assim, nem conseguem dar conta de toda a área de caos motorizado na cidade.
Os "espertos" ainda são beneficiados pela lei brasileira, que obriga os órgãos de trânsito a identificar os locais onde existem radares ou câmeras de fiscalização. Se transportássemos este princípio para o direito criminal, seria como afirmar que um cidadão só não pode roubar o outro onde existem placas explícitas dizendo "roubar é crime".
Se nos corredores exclusivos não é possível controlar a fome do automóvel por espaço (para saciar a angústia de seu motorista por velocidade), é nas faixas "preferenciais" que o transporte coletivo perde grande parte de sua qualidade. Como é difícil fiscalizar se o carro saiu de alguma garagem ou vai virar em alguma rua, prevalece o bom e velho jeitinho brasileiro, beneficiado pela sensação de "invisibilidade" do vidro escuro e fechado.
Quem anda de ônibus também é prejudicado pelo carro no horário de lazer. Desde julho do ano passado a Prefeitura permite o trânsito de automóveis particulares nos corredores aos sábados, domingos e feriados. Ou seja, além de contar com frota reduzida de ônibus, os passageiros dos coletivos ainda são obrigados a dividir o espaço com os carros que geralmente transportam apenas uma pessoa dentro.
Diz a notícia oficial que "o objetivo é melhorar a distribuição do fluxo de veículos na cidade (...) quando as faixas exclusivas ficam ociosas por mais tempo". Ou seja, melhorar o trânsito para quem usa carro. E que se dane o cidadão que escolhe ir até a Vila Madalena de ônibus em um sábado à noite pelo corredor da Rebouças, por exemplo.
A boa novidade fica por conta do novo site da SPTrans, que finalmente oferece uma consulta decente de itinerários e horários de ônibus na capital. Um bom estímulo para deixar o carro em casa de vez em quando.
Quem mora no chamado "centro expandido" já dispõe de um sistema de ônibus razoável, que pode perfeitamente ser utilizado na rotina (ou pelo menos algumas vezes por semana) sem grandes dores de cabeça. Basta um pouco de força de vontade, disposição de ver a cidade com outros olhos e a consciência de que o automóvel não pode ser a única forma de locomoção pretendida por todos os habitantes de uma cidade.

ciclovia e TransMilênio em Bogotá / foto: João Guilherme
mais sobre Bogotá e transporte público no blog da Transporte Ativo
e vale dar uma olhada no Mountain Bike-BH, que também está de olho no assunto
Quem mora no chamado "centro expandido" já dispõe de um sistema de ônibus razoável, que pode perfeitamente ser utilizado na rotina (ou pelo menos algumas vezes por semana) sem grandes dores de cabeça. Basta um pouco de força de vontade, disposição de ver a cidade com outros olhos e a consciência de que o automóvel não pode ser a única forma de locomoção pretendida por todos os habitantes de uma cidade.

ciclovia e TransMilênio em Bogotá / foto: João Guilherme
mais sobre Bogotá e transporte público no blog da Transporte Ativo
e vale dar uma olhada no Mountain Bike-BH, que também está de olho no assunto
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Algumas boas novas para a cidade na semana de aniversário.
A Câmara dos Vereadores aprovou no final de 2006 um projeto de lei que propõe a criação de um sistema cicloviário na capital. O projeto (599-05), de autoria do vereador Chico Macena, foi aprovado na forma de um substitutivo e ainda terá que ser sancionado e regulamentado pelo prefeito (veja o texto integral do projeto aprovado aqui).
Apesar do processo de regulamentação poder levar mais de dez anos, é a primeira lei paulistana a falar de um sistema para o transporte por bicicletas. Todas as leis anteriores tratavam de temas específicos, como bicicletários, passeios ciclísticos ou ciclovias em determinados locais.
A Câmara dos Vereadores aprovou no final de 2006 um projeto de lei que propõe a criação de um sistema cicloviário na capital. O projeto (599-05), de autoria do vereador Chico Macena, foi aprovado na forma de um substitutivo e ainda terá que ser sancionado e regulamentado pelo prefeito (veja o texto integral do projeto aprovado aqui).
Apesar do processo de regulamentação poder levar mais de dez anos, é a primeira lei paulistana a falar de um sistema para o transporte por bicicletas. Todas as leis anteriores tratavam de temas específicos, como bicicletários, passeios ciclísticos ou ciclovias em determinados locais.
Meus botões perguntam: "mas se nem uma lei que fala de algo específico (como a 13.995, que dispõe sobre bicicletários e paraciclos) consegue sair do papel, será que uma lei tão ampla tem alguma possibilidade de virar realidade?".
Sim e não. Leis como esta tendem a virar princípios norteadores das discussões públicas, ou seja, servem muito mais para estimular o debate do que para transformar num passe de mágica a realidade. Ou seja, para que ela "saia do papel" é preciso superar a visão automobilista que permanence orientando as políticas públicas e os anseios dos paulistanos.
Sim e não. Leis como esta tendem a virar princípios norteadores das discussões públicas, ou seja, servem muito mais para estimular o debate do que para transformar num passe de mágica a realidade. Ou seja, para que ela "saia do papel" é preciso superar a visão automobilista que permanence orientando as políticas públicas e os anseios dos paulistanos.

(foto: markus hartel)
A outra boa notícia chega em forma de boato: parece que o metrô de São Paulo irá permitir bicicletas nos vagões aos domingos e feriados. A medida passaria a valer a partir do dia 25, aniversário da capital, mas depois da cratera na linha 4, a direção do metrô teria achado mais prudente adiar o anúncio (que poderia parecer propaganda fora de hora).
Se implantada, a medida servirá para impulsionar a cultura da bicicleta, fazendo com que mais gente descubra a viabilidade do transporte sustentável sobre rodas. Ainda que esteja restrita ao lazer, a inciativa tende a amplificar a pressão pública por mais condições de circulação para os 70% não possuidores de automóvel e para os 300 mil ciclistas que trafegam por dia na capital.
Se implantada, a medida servirá para impulsionar a cultura da bicicleta, fazendo com que mais gente descubra a viabilidade do transporte sustentável sobre rodas. Ainda que esteja restrita ao lazer, a inciativa tende a amplificar a pressão pública por mais condições de circulação para os 70% não possuidores de automóvel e para os 300 mil ciclistas que trafegam por dia na capital.

E para terminar, descobri outro dia que a vereadora Soninha apresentou em novembro do ano passado o projeto de lei 658/06, que transforma oficialmente o ponto de encontro das bicicletadas em "Praça do Ciclista". A Praça do Ciclista recebeu batismo popular em fevereiro de 2006 e segue hospedando a concentração lúdico-educativa da massa crítica paulistana.
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Na próxima sexta-feira (26) acontece a primeira Bicicletada de 2007 em São Paulo. A concentração lúdico-educativa é às 18h, na Praça do Ciclista (Paulista X Consolação, em frente ao Instituto Cervantes). Às 19h, um pedal legal para humanizar o trânsito.
A Bicicletada é uma celebração mensal do transporte não-motorizado, do espaço público e da convivência pacífica nas ruas.
A cidade de São Paulo completa 453 anos parada no trânsito. O uso desnecessário e excessivo do automóvel chegou ao limite. Até quem dirige percebe que o automóvel não pode ser a única forma de locomoção estimulada pelo poder público e valorizada pela sociedade. O automóvel engoliu São Paulo: no lugar da praça, o estacionamento; no lugar da calçada, a avenida; em vez de vozes, motores e buzinas; no lugar da da convivência, a solidão do congestionamento.
É necessário consolidar de alternativas mais inteligentes para que o espaço das ruas sirva para a locomoção de todos os cidadãos, e não apenas para o fluxo de automóveis particulares.
Não faz sentido cada carro levar apenas uma pessoa dentro, ocupando o espaço de ciclistas, pedestres e passageiros do transporte coletivo de superfície. É preciso valorizar o transporte público e as alternativas sustentáveis. A bicicleta é o meio de transporte ideal para pequenas distâncias, podendo também ser utilizada na rotina, em percursos mais longos.
Se utilizada em conjunto com o transporte público, a bicicleta é capaz de suprir todas as necessidades de deslocamento da maioria das pessoas, reduzindo a poluição e o barulho, melhorando a qualidade de vida e deixando espaço livre inclusive para aqueles que realmente necessitam utilizar o automóvel. Como qualquer outro veículo, a bicicleta tem o direito de circular nas ruas com segurança e o dever de respeitar pedestres e motoristas.
A Bicicletada é uma celebração mensal do transporte não-motorizado, do espaço público e da convivência pacífica nas ruas.
A cidade de São Paulo completa 453 anos parada no trânsito. O uso desnecessário e excessivo do automóvel chegou ao limite. Até quem dirige percebe que o automóvel não pode ser a única forma de locomoção estimulada pelo poder público e valorizada pela sociedade. O automóvel engoliu São Paulo: no lugar da praça, o estacionamento; no lugar da calçada, a avenida; em vez de vozes, motores e buzinas; no lugar da da convivência, a solidão do congestionamento.
É necessário consolidar de alternativas mais inteligentes para que o espaço das ruas sirva para a locomoção de todos os cidadãos, e não apenas para o fluxo de automóveis particulares.
Não faz sentido cada carro levar apenas uma pessoa dentro, ocupando o espaço de ciclistas, pedestres e passageiros do transporte coletivo de superfície. É preciso valorizar o transporte público e as alternativas sustentáveis. A bicicleta é o meio de transporte ideal para pequenas distâncias, podendo também ser utilizada na rotina, em percursos mais longos.
Se utilizada em conjunto com o transporte público, a bicicleta é capaz de suprir todas as necessidades de deslocamento da maioria das pessoas, reduzindo a poluição e o barulho, melhorando a qualidade de vida e deixando espaço livre inclusive para aqueles que realmente necessitam utilizar o automóvel. Como qualquer outro veículo, a bicicleta tem o direito de circular nas ruas com segurança e o dever de respeitar pedestres e motoristas.
Participe da Bicicletada!
2007 é o ano da bicicleta contra a barbárie motorizada.
[veja o que aconteceu nas últimas edições da Bicicletada]
[vídeos de massa crítica e bicicletada]
[faça o download e imprima panfletos e cartazes]
[inscreva-se na lista de discussão da Bicicletada-SP]
[leia mais sobre massa crítica]
2007 é o ano da bicicleta contra a barbárie motorizada.
[veja o que aconteceu nas últimas edições da Bicicletada]
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Na semana do aniversário de São Paulo, vale lembrar a história da recente política de "revitalização" implantada na região central pelo (sub) prefeito Andrea Matarazzo. Consiste essencialmente em adequar a região para consumidores e investidores privados. Até aí, tudo bem. O problema é quando esta política pressupõe varrer a vida que já existe na região ("suja", "maltrapilha" e com sotaque diferente). Saem de cena os cidadãos, entram os consumidores. Saem os camelôs, entram os carros.
Uma das frentes deste processo é o fechamento dos calçadões, criados na década de 70 como espaço agradável de convivência e circulação de pessoas. A mídia corporativa reproduz o discurso oficial divulgando a inciativa como "abertura", deixando claro qual é o ponto de vista que orienta a escolha do termo, a divulgação da informação e a implementação da política.
"Abrir" um calçadão significa transformar um espaço urbano em local adequado para pedestres. "Fechar" um calçadão é exterminá-lo, é abocanhar mais um espaço público para a lógica de circulação e estacionamento dos carros.
E assim o espaço urbano se transforma em um local de barulho, congestionamento e poluição, com manobrista no local, onde quem tem carro acessa lojas, cinemas, centros culturais e até farmácias sem perceber que está no Brasil, onde existem camelôs, moradores de rua, crianças abandonadas e até criminalidade.
Uma das frentes deste processo é o fechamento dos calçadões, criados na década de 70 como espaço agradável de convivência e circulação de pessoas. A mídia corporativa reproduz o discurso oficial divulgando a inciativa como "abertura", deixando claro qual é o ponto de vista que orienta a escolha do termo, a divulgação da informação e a implementação da política.
"Abrir" um calçadão significa transformar um espaço urbano em local adequado para pedestres. "Fechar" um calçadão é exterminá-lo, é abocanhar mais um espaço público para a lógica de circulação e estacionamento dos carros.
E assim o espaço urbano se transforma em um local de barulho, congestionamento e poluição, com manobrista no local, onde quem tem carro acessa lojas, cinemas, centros culturais e até farmácias sem perceber que está no Brasil, onde existem camelôs, moradores de rua, crianças abandonadas e até criminalidade.
A primeira experiência de assassinato dos calçadões aconteceu nas ruas D. José Gaspar e 24 de Maio no aniversário de 452 anos da capital, em 2006. O "presente" foi uma malha de asfalto preto cobrindo as pedras portuguesas e a diminuição pela metade do espaço livre de atropelamento, buzina, barulho ou fumaça.Como o asfalto foi colocado sobre o antigo calçamento, em dias de chuva toda a água escorre para as laterais, ou seja, para o espaço destinado aos pedestres.
O segundo homicídio aconteceu de forma menos porca que o primeiro. Na rua XV de novembro, um dos calçadões mais movimentados da região, não houve asfalto preto, mas apenas a delimitação de um espaço de circulação para os veículos e a instalação de sinalização de trânsito.Desta vez a inovação foi a criação surealista da primeira "praça de mão única" do mundo, a Manoel da Nobrega. Só na capital do congestionamento...

O último dos três fechamentos aconteceu na rua Florêncio de Abreu, ao lado do Mosteiro de São Bento. Em vez de construir um calçadão que ligasse o mosteiro ao Mercado Municipal, a prefeitura optou por incorporar barulho e a poluição às meditações monásticas e ao contidiano dos transeuntes.
E assim segue a "revitalização do centro", jogando a "sujeira" humana pra baixo do tapete e abrindo espaço para a sujeira motorizada.
E assim segue a "revitalização do centro", jogando a "sujeira" humana pra baixo do tapete e abrindo espaço para a sujeira motorizada.
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(reprodução: capa de caderno publicitário em jornal de sábado)
Chevrolet, Ford, Volkswagen, Fiat, Renault, Toyota, BMW, Mercedes, Audi e demais fabricantes de automóveis são os grandes responsáveis pelo "trânsito parado" na cidade. Mas eles não estão satisfeitos, afinal o apetite do automóvel por espaço é insaciável e o lucro é o grande motor das corporações.
Através de seus geniais publicitários, propagandeiam o entupimento das ruas como se este fosse um fator natural (como a chuva), e não a conseqüência de um gigantesco lobby que envolve também especuladores imobiliários, grileiros de terras, empreiteiras e políticos.
Estes grupos são os grandes responsáveis pelo colapso desta cidade ao longo do século XX, por tornar São Paulo uma cidade detestável de se viver, poluída, degradada, espalhada, agressiva e imóvel.
Através de seus geniais publicitários, propagandeiam o entupimento das ruas como se este fosse um fator natural (como a chuva), e não a conseqüência de um gigantesco lobby que envolve também especuladores imobiliários, grileiros de terras, empreiteiras e políticos.
Estes grupos são os grandes responsáveis pelo colapso desta cidade ao longo do século XX, por tornar São Paulo uma cidade detestável de se viver, poluída, degradada, espalhada, agressiva e imóvel.

Chegamos ao século XXI em estado de calamidade. Até os 30% possuidores de automóveis começam a perceber que a prioridade absoluta ao automóvel é insustentável.
Em 453 anos de vida desta metrópole, não é exagero afirmar que no último meio-século a cidade destruiu mais a qualidade de vida do que nos outros quatro. Foi na segunda metade do século XX que o bonde desapareceu, que as montadoras se instalaram com gordos subsídios nos arredores da cidade, que as bicicletas foram sufocadas e reduzidas a objetos de lazer, que as calçadas foram destruídas e que a cidade se espalhou através dos condomínios fechados e dos bairros acessíveis apenas para quem possui automóvel.
Na semana do aniversário de São Paulo o :.apocalipse motorizado continua apontando problemas e articulando soluções. Tem a primeira bicicletada do ano, a morte dos calçadões do centro, a lei que cria o sistema cicloviário, a tentativa de criação de um monopólio dos anúncios de mídia exterior e a prostituição das faixas de ônibus.
Em 453 anos de vida desta metrópole, não é exagero afirmar que no último meio-século a cidade destruiu mais a qualidade de vida do que nos outros quatro. Foi na segunda metade do século XX que o bonde desapareceu, que as montadoras se instalaram com gordos subsídios nos arredores da cidade, que as bicicletas foram sufocadas e reduzidas a objetos de lazer, que as calçadas foram destruídas e que a cidade se espalhou através dos condomínios fechados e dos bairros acessíveis apenas para quem possui automóvel.
Na semana do aniversário de São Paulo o :.apocalipse motorizado continua apontando problemas e articulando soluções. Tem a primeira bicicletada do ano, a morte dos calçadões do centro, a lei que cria o sistema cicloviário, a tentativa de criação de um monopólio dos anúncios de mídia exterior e a prostituição das faixas de ônibus.
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Na última sexta-feira (19) aconteceu um ato de repúdio à violência policial praticada contra moradores em situação de rua e demais populações em situação de risco no centro de São Paulo. As denúncias de violações de direitos humanos não são raras, mas o estopim foi a violência praticada pela Guarda Civil Metropolitana durante o Natal Solidário de 2006.
Juntos, moradores de rua, catadores de material reciclável, camelôs, mulheres e crianças em situação de risco reivindicavam o fim das arbitrariedades e a consolidação de políticas públicas sérias e efetivas que dêem conta destes cidadãos.
Juntos, moradores de rua, catadores de material reciclável, camelôs, mulheres e crianças em situação de risco reivindicavam o fim das arbitrariedades e a consolidação de políticas públicas sérias e efetivas que dêem conta destes cidadãos.
Durante o ato, a Polícia Militar destacou homens de bicicleta para acompanhar a caminhada. A utilização destes veículos certamente diminui o atrito que pode haver entre polícia e manifestantes, mostrando que é possível combater a violência de forma não-violenta. O ato transcorreu sem nenhum incidente.
Na imagem acima, dois veículos não poluentes que têm o direito de circular nas ruas como qualquer outro: a carroça e a bicicleta.
Na imagem acima, dois veículos não poluentes que têm o direito de circular nas ruas como qualquer outro: a carroça e a bicicleta.
Em frente à Prefeitura, os manifestantes denunciaram a violência praticada pela GCM durante o Natal Solidário e outras violações dos direitos humanos praticadas pela guarda.
Bicicleta não ocupa espaço. O pelotão sustentável da PM zelou pela integridade dos manifestantes sem poluir o ar nem gastar combustível com motocicletas ou automóveis. Um exemplo de policiamento cidadão que deveria se espalhar pela cidade.
Capoeira, resistência popular em frente à prefeitura.
Fotos e relato no CMI: [1], [2], [3]
[mais fotos - arquivo ZIP]
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(foto: gira)
Está no ar uma matéria temporã sobre o Dia Sem Carro de 2006 em São Paulo, feita por alunos do 6o semestre de jornalismo da faculdade Anhembi Morumbi. Confira aqui.
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Sacar uma arma de fogo e apontar para um cidadão desarmado deveria ser uma atitude absolutmante extrema de qualquer policial minimamente responsável dentro de um regime democrático. Não foi o que aconteceu durante o Natal Solidário de 2006, evento organizado pela população de rua, que contava inclusive com o apoio oficial da Prefeitura de São Paulo.
O tumulto começou quando Guardas Civis Municipais abordaram alguns jovens no Vale do Anhangabau, palco do Natal Solidário. A abordagem de moradores de rua não é função da GCM, mas não só acontece diariamente, como não são poucos os relatos de abuso e truculência.
Quem participava do evento natalino tentou dialogar e impedir a ação da GCM, que reagiu com armas em punho contra cidadãos desarmados, cassetadas aleatórias e gás de pimenta nos olhos de quem estivesse pela frente. Entre as vítimas da arma química estavam o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, e a vereadora Soninha.
Na próxima sexta-feira (19) acontece um ato de repúdio à violência policial praticada diariamente contra a população em situação de rua, catadores de material reciclável, crianças em situação de risco, camelôs, movimentos por moradia e mulheres marginalizadas. O ato acontece a partir das 13h, no Pateo do Colégio.
O tumulto começou quando Guardas Civis Municipais abordaram alguns jovens no Vale do Anhangabau, palco do Natal Solidário. A abordagem de moradores de rua não é função da GCM, mas não só acontece diariamente, como não são poucos os relatos de abuso e truculência.
Quem participava do evento natalino tentou dialogar e impedir a ação da GCM, que reagiu com armas em punho contra cidadãos desarmados, cassetadas aleatórias e gás de pimenta nos olhos de quem estivesse pela frente. Entre as vítimas da arma química estavam o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, e a vereadora Soninha.
Na próxima sexta-feira (19) acontece um ato de repúdio à violência policial praticada diariamente contra a população em situação de rua, catadores de material reciclável, crianças em situação de risco, camelôs, movimentos por moradia e mulheres marginalizadas. O ato acontece a partir das 13h, no Pateo do Colégio.
[reportagem do Estadão sobre a violência durante o Natal Solidário]
[carta da vereadora Soninha]
[notícia e cartaz no CMI]
[carta aberta do MNPR]
[segundo a ONU, polícia de SP é "freqüentemente corrupta e abusiva"]
[cartilha sobre abordagem policial]
[carta da vereadora Soninha]
[notícia e cartaz no CMI]
[carta aberta do MNPR]
[segundo a ONU, polícia de SP é "freqüentemente corrupta e abusiva"]
[cartilha sobre abordagem policial]
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Fora de moda é cada carro com um paulistano dentro, atrapalhando ônibus, ciclistas, pedestres e até quem realmente precisa usar o carro.
Fora de moda é morar no "centro expandido" e não utilizar o transporte público.
Fora de moda é não ter Bilhete Único.
Fora de moda é tornar-se dependente do automóvel aos 18 anos de idade.
Fora de moda é ir até a padaria de carro.
Fora de moda é não caminhar no espaço público e passar horas na academia fazendo esteira.
Fora de moda é buzinar à toa.
Fora de moda é não usar seta.
Fora de moda é ultrapassar pelo acostamento, estacionar na calçada, em faixas de pedestre ou pontos de ônibus.
Fora de moda é não dar preferência a pedestres e ciclistas.
O ano começou em São Paulo, a foto acima foi tirada na tarde de ontem. Mesmo com as férias de universitários, professores, mães e pais que levam filhos em escolas particulares, as ruas já estão entupidas de veículos de 2 toneladas com 1,2 pessoa dentro.
Fora de moda é morar no "centro expandido" e não utilizar o transporte público.
Fora de moda é não ter Bilhete Único.
Fora de moda é tornar-se dependente do automóvel aos 18 anos de idade.
Fora de moda é ir até a padaria de carro.
Fora de moda é não caminhar no espaço público e passar horas na academia fazendo esteira.
Fora de moda é buzinar à toa.
Fora de moda é não usar seta.
Fora de moda é ultrapassar pelo acostamento, estacionar na calçada, em faixas de pedestre ou pontos de ônibus.
Fora de moda é não dar preferência a pedestres e ciclistas.
O ano começou em São Paulo, a foto acima foi tirada na tarde de ontem. Mesmo com as férias de universitários, professores, mães e pais que levam filhos em escolas particulares, as ruas já estão entupidas de veículos de 2 toneladas com 1,2 pessoa dentro.

desfile da grife Mariazinha na Semana de Moda do Rio
foto: Marcio Madeira / publicada no blogue da Transporte Ativo
A batalha pela sustentabilidade é uma batalha ganha, não é preciso ser adepto da "responsabilidade ambiental" ou acreditar que as grandes corporações estão preocupadíssimas com a situação e que irão, por livre e espontânea vontade, resolver o problema criando carros que voam movidos a água.
Se houver planeta Terra daqui a 50 anos, poderemos contar a história desta batalha. Se a tirania do automóvel e do consumo descartável e predatório prevalecer, não será preciso contar nenhuma história, afinal as pedras e as baratas não se interessam muito por ciências humanas.
2007 é o ano da bicicleta. Não porque as montadoras pretendem reduzir a venda de carros, mas porque até um marciano percebe que a prioridade exclusiva ao transporte motorizado individual é absolutamente insustentável.
Resta saber apenas se substituiremos uma alternativa individual por outra, ou se construiremos uma sociedade onde a locomoção de pessoas será um direito muito acima da escolha particular de usar um automóvel. Transporte coletivo de qualidade, aliado às alternativas não-motorizadas (bicicletas e pernas) constituem o único caminho possível para que possamos contar a História do século XXI aos nossos netos.
Se houver planeta Terra daqui a 50 anos, poderemos contar a história desta batalha. Se a tirania do automóvel e do consumo descartável e predatório prevalecer, não será preciso contar nenhuma história, afinal as pedras e as baratas não se interessam muito por ciências humanas.
2007 é o ano da bicicleta. Não porque as montadoras pretendem reduzir a venda de carros, mas porque até um marciano percebe que a prioridade exclusiva ao transporte motorizado individual é absolutamente insustentável.
Resta saber apenas se substituiremos uma alternativa individual por outra, ou se construiremos uma sociedade onde a locomoção de pessoas será um direito muito acima da escolha particular de usar um automóvel. Transporte coletivo de qualidade, aliado às alternativas não-motorizadas (bicicletas e pernas) constituem o único caminho possível para que possamos contar a História do século XXI aos nossos netos.
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A Parceria Público Privada para a construção da linha 4 do metrô poderia receber o velho nome de "Caracu". A iniciativa privada entra com a cara e o poder público com o... resto.
Com dinheiro da população o governo está construindo a linha. Com o dinheiro da população, a iniciativa privada irá lucrar para operar os trens e estações (com direito a exploração de publicidade e dos espaços comerciais).
Paulo Henrique Amorim comenta o caso da cratera e da PPP em seu site Conversa Afiada:
OITO MOTIVOS PARA SERRA REVER O CONTRATO DA LINHA 4
Paulo Henrique Amorim
. Primeiro motivo – que concorrência foi essa, em que as quatro maiores empreiteiras do Brasil estão no mesmo negócio? Concorrência? (Adam Smith deve estar se estrebuchando no túmulo!)
. Segundo motivo – o sistema que o Governo Alckmin adotou (“turn key”) entrega TUDO às empreiteiras. As autoridades públicas – Metrô, Secretaria de Transportes, Governo do Estado – não dão o menor palpite sobre a obra. Nem a vigiam.
. Terceiro motivo – se der problema, como deu com a cratera, as empreiteiras avisam ou pedem ajuda ao Poder Público se quiserem.
. Quarto motivo – o sistema “turn key” não tem controle externo. Logo, é propício às maiores roubalheiras – SE os empreiteiros forem de má fé, o que não está absolutamente provado no caso da Linha 4.
. Quinto motivo - o sistema “turn key” fixa o preço e, se o empreiteiro entregar a obra antes do tempo, ele ganha mais dinheiro. Logo, SE os empreiteiros forem de má fé – o que não está provado -, podem querer acelerar a obra, em prejuízo da segurança.
. Sexto motivo – a construção da Linha 4 teve 11 acidentes em dois anos de trabalho. 11 acidentes!!! E ninguém foi processado.
. Sétimo motivo – o sistema de “turn key” que o Governador Alckmin adotou foi induzido pelos bancos estrangeiros financiadores. Ou seja, foi mais um capítulo da doutrina da privatização que o Presidente Fernando Henrique adotou e da qual Alckmin se tornou o mais fiel executor em São Paulo (embora o tivesse negado três vezes durante a campanha presidencial). O Governo Serra quer ficar - como FHC - na mão dos banqueiros internacionais? Ou pretende ter o direito de entrar no túnel das obras para ver se há vazamento – como há na estação Faria Lima, ali perto da cratera?
. Oitavo motivo – a explicação que os empreiteiros deram é uma afronta à opinião pública e ao Poder Público: dizer que a culpa é da chuva. Qualquer estudante medíocre da cadeira de Cálculo (e o governador José Serra estudou engenharia) sabe que os empreiteiros cometeram um erro elementar ao calcular todas as possibilidades, antes de planejar a proteção do túnel e das paredes do túnel. Se as empreiteiras são capazes dessa inaceitável falta de transparência serão capazes de muitas outras, em detrimento do cidadão e do Poder Público que concedeu a elas o direito de fazer a obra.
. Ou o Governador Serra acredita que a culpa é da chuva? Precisa esperar o IPT para saber?
Com dinheiro da população o governo está construindo a linha. Com o dinheiro da população, a iniciativa privada irá lucrar para operar os trens e estações (com direito a exploração de publicidade e dos espaços comerciais).
Paulo Henrique Amorim comenta o caso da cratera e da PPP em seu site Conversa Afiada:
OITO MOTIVOS PARA SERRA REVER O CONTRATO DA LINHA 4
Paulo Henrique Amorim
. Primeiro motivo – que concorrência foi essa, em que as quatro maiores empreiteiras do Brasil estão no mesmo negócio? Concorrência? (Adam Smith deve estar se estrebuchando no túmulo!)
. Segundo motivo – o sistema que o Governo Alckmin adotou (“turn key”) entrega TUDO às empreiteiras. As autoridades públicas – Metrô, Secretaria de Transportes, Governo do Estado – não dão o menor palpite sobre a obra. Nem a vigiam.
. Terceiro motivo – se der problema, como deu com a cratera, as empreiteiras avisam ou pedem ajuda ao Poder Público se quiserem.
. Quarto motivo – o sistema “turn key” não tem controle externo. Logo, é propício às maiores roubalheiras – SE os empreiteiros forem de má fé, o que não está absolutamente provado no caso da Linha 4.
. Quinto motivo - o sistema “turn key” fixa o preço e, se o empreiteiro entregar a obra antes do tempo, ele ganha mais dinheiro. Logo, SE os empreiteiros forem de má fé – o que não está provado -, podem querer acelerar a obra, em prejuízo da segurança.
. Sexto motivo – a construção da Linha 4 teve 11 acidentes em dois anos de trabalho. 11 acidentes!!! E ninguém foi processado.
. Sétimo motivo – o sistema de “turn key” que o Governador Alckmin adotou foi induzido pelos bancos estrangeiros financiadores. Ou seja, foi mais um capítulo da doutrina da privatização que o Presidente Fernando Henrique adotou e da qual Alckmin se tornou o mais fiel executor em São Paulo (embora o tivesse negado três vezes durante a campanha presidencial). O Governo Serra quer ficar - como FHC - na mão dos banqueiros internacionais? Ou pretende ter o direito de entrar no túnel das obras para ver se há vazamento – como há na estação Faria Lima, ali perto da cratera?
. Oitavo motivo – a explicação que os empreiteiros deram é uma afronta à opinião pública e ao Poder Público: dizer que a culpa é da chuva. Qualquer estudante medíocre da cadeira de Cálculo (e o governador José Serra estudou engenharia) sabe que os empreiteiros cometeram um erro elementar ao calcular todas as possibilidades, antes de planejar a proteção do túnel e das paredes do túnel. Se as empreiteiras são capazes dessa inaceitável falta de transparência serão capazes de muitas outras, em detrimento do cidadão e do Poder Público que concedeu a elas o direito de fazer a obra.
. Ou o Governador Serra acredita que a culpa é da chuva? Precisa esperar o IPT para saber?
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"Os suiços nunca foram muito corajosos. Eles até dão seta quando ultrapassam um ciclista..."
A frase acima está no filme "O Pequeno Soldado", de Jean-Luc Godard, que é tema de uma retrospectiva da Cinemateca Brasileira, em São Paulo, a partir da próxima quarta-feira (17).
A Cinemateca fica no Largo Senador Raul Cardoso, 207 (Vila Mariana), perto do metrô Vila Mariana. Os ingressos custam R$8,00. (informações: 5084-2177 (ramal 210) ou 5081-2954)
A frase acima está no filme "O Pequeno Soldado", de Jean-Luc Godard, que é tema de uma retrospectiva da Cinemateca Brasileira, em São Paulo, a partir da próxima quarta-feira (17).
A Cinemateca fica no Largo Senador Raul Cardoso, 207 (Vila Mariana), perto do metrô Vila Mariana. Os ingressos custam R$8,00. (informações: 5084-2177 (ramal 210) ou 5081-2954)
Programação:
17/01 – quarta-feira
15h30 - Acossado
17h20 - Uma mulher é uma mulher
19h10 - Viver a vida
21h00 - O pequeno soldado
18/01 – quinta
14h10 - Tempo de guerra
16h00 - Le mépris: Bardot et Godard / Encounter with Fritz Lang / Paparazzi / The dinosaur and the baby
18h00 - O desprezo
20h00 - Made in USA, seguido de debate com Alfredo Manevy (USP)
19/01 – sexta
15h30 - O pequeno soldado
17h20 - Viver a vida
19h10 - Uma mulher é uma mulher
21h00 - Acossado
20/01 – sábado
15h00 - Le mépris: Bardot et Godard / Encounter with Fritz Lang / Paparazzi / The dinosaur and the baby
17h00 - Tempo de guerra
18h50 - O desprezo
21/01 – domingo
14h10 - Made in USA
16h00 - Longe do Vietnã
18h30 - Alphaville
20h30 - O demônio das onze horas
23/01 – terça
18h40 - O demônio das onze horas
24/01 – quarta
14h30 - Passion
25/01 – quinta
16h00 - A chinesa
21h00 - Eu te saúdo Maria
26/01 – sexta
16h00 - Alphaville
27/01 – sábado
16h00 - Detetive
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O anúncio acima ocupava duas páginas em edição recente de uma revista destinada a (e consumida por) jovens de classe média. Temática, a revista abordava naquela edição a "liberdade".
Durante os cinco anos que fui motorista, sonhava com a "liberdade" de estacionar meu veículo sem ter que pagar por isso, sonhava com a "liberdade" de não ter nenhum flanelinha para me pedir ou extorquir dinheiro... Acreditava (como acredita a maior parte dos motoristas) que eu tinha o direito de estacionar minha propriedade privada em espaço público sem pagar um tostão por isso. Talvez seja esta a "liberdade" proposta pelo ciborgue-flanelinha do anúncio.
No mundo do carro, o flanelinha surgiu como um auxiliar de estacionamento e protetor informal do veículo contra assaltantes.
Há pouco mais de 15 anos a cidade ainda se movia, o estacionamento nas ruas era farto, o roubo de toca-fitas era uma novidade e a Vila Madalena ainda era um bairro de "hippies". Nesta época guardadores de carro só eram encontrados em locais de grande movimento, shows ou eventos especiais. Ninguém admitia pagar para estacionar em uma rua qualquer em plena tarde de uma terça-feira.
De lá pra cá, o número de carros aumentou exponencialmente e a cidade se transformou em um grande e concorrido estacionamento público. Para se ter uma idéia, de 1976 até 2004, a população cresceu 23%, o sistema viário foi ampliado em 25% e o número de carros cresceu 280%.
Ao longo deste período a desigualdade social pouco diminuiu e, por necessidade ou má intenção, as ruas da cidade foram completamente loteadas e os guardadores de carro se tornaram uma realidade da qual nenhum motorista escapa.
A ilusão vendida pelo anúncio chega a ser infantil: o carro com sensor de estacionamento proporcionaria liberdade ao motorista ao desmontar o mito fundador do flanelinha: aquele cidadão necessitado que aborda motoristas dizendo "pode vir, pode vir..." e depois pede "um cafezinho" pela ajuda.
Talvez as outras seis páginas ocupadas por publicidade automotiva explícita (aquela que não se esconde em guias de consumo ou matérias "jornalísticas") também digam algo sobre a "liberdade" em questão.
Durante os cinco anos que fui motorista, sonhava com a "liberdade" de estacionar meu veículo sem ter que pagar por isso, sonhava com a "liberdade" de não ter nenhum flanelinha para me pedir ou extorquir dinheiro... Acreditava (como acredita a maior parte dos motoristas) que eu tinha o direito de estacionar minha propriedade privada em espaço público sem pagar um tostão por isso. Talvez seja esta a "liberdade" proposta pelo ciborgue-flanelinha do anúncio.
No mundo do carro, o flanelinha surgiu como um auxiliar de estacionamento e protetor informal do veículo contra assaltantes.
Há pouco mais de 15 anos a cidade ainda se movia, o estacionamento nas ruas era farto, o roubo de toca-fitas era uma novidade e a Vila Madalena ainda era um bairro de "hippies". Nesta época guardadores de carro só eram encontrados em locais de grande movimento, shows ou eventos especiais. Ninguém admitia pagar para estacionar em uma rua qualquer em plena tarde de uma terça-feira.
De lá pra cá, o número de carros aumentou exponencialmente e a cidade se transformou em um grande e concorrido estacionamento público. Para se ter uma idéia, de 1976 até 2004, a população cresceu 23%, o sistema viário foi ampliado em 25% e o número de carros cresceu 280%.
Ao longo deste período a desigualdade social pouco diminuiu e, por necessidade ou má intenção, as ruas da cidade foram completamente loteadas e os guardadores de carro se tornaram uma realidade da qual nenhum motorista escapa.
A ilusão vendida pelo anúncio chega a ser infantil: o carro com sensor de estacionamento proporcionaria liberdade ao motorista ao desmontar o mito fundador do flanelinha: aquele cidadão necessitado que aborda motoristas dizendo "pode vir, pode vir..." e depois pede "um cafezinho" pela ajuda.
Talvez as outras seis páginas ocupadas por publicidade automotiva explícita (aquela que não se esconde em guias de consumo ou matérias "jornalísticas") também digam algo sobre a "liberdade" em questão.
O mundo do automóvel ficou em segundo lugar entre as ilusões e produtos anunciados na revista. Em primeiro lugar, grifes de roupa e acessórios, ocupando 18 páginas. Empatados em terceiro lugar, com quatro páginas cada, estavam empresas de telefonia celular, bebidas alcoólicas e outros veículos de mídia.
Das 154 páginas da revista, 47 eram ocupadas por anúncios, ou seja, quase 1/3 da publicação.
Das 154 páginas da revista, 47 eram ocupadas por anúncios, ou seja, quase 1/3 da publicação.
Os anúncios de carro movimentam de tal forma a indústria de mídia que a agência publicitária acima, ao propagandear sua participação em um prêmio do setor, não teve dúvida: escreveu o nome de um cliente automobilístico em letras maiores do que a sua própria marca.
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(cartaz: ativismo abc)
Na próxima sexta-feira (12) acontece a segunda edição da Bicicletada de Santo André, com concentração a partir das 18h no Paço Municipal (laguinho).
No mesmo dia e na mesma hora, uma iniciativa pioneira de descentralização da Bicicletada em São Paulo acontece no bairro da Lapa. A primeira Bicicletada Local - Lapa tem encontro marcado para as 18h, na praça Miguel Dell’Erba, em frente ao Terminal de ônibus da Rua Guaicurus.
No mesmo dia e na mesma hora, uma iniciativa pioneira de descentralização da Bicicletada em São Paulo acontece no bairro da Lapa. A primeira Bicicletada Local - Lapa tem encontro marcado para as 18h, na praça Miguel Dell’Erba, em frente ao Terminal de ônibus da Rua Guaicurus.
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(foto: Toni)
Ciclovia da av. Edgar Facó (Pirituba), pouco antes do meio-dia de 1 de janeiro de 2007. Adicionada ao álbum carro vip.
CTB - Art. 181. Estacionar o veículo:
(...)
VIII - no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público:
Infração - grave;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - remoção do veículo;
(...)
VIII - no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público:
Infração - grave;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - remoção do veículo;
Quem policia a polícia?
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Por alguns instantes o motorista vê realizado o sonho de pilotar um carro sozinho na auto-estrada, indo em direção ao horizonte. A imagem idílica do anúncio publicitário já não causa mais a angústia do cotidiano imóvel na cidade, a angústia de não sair do lugar, de não poder aproveitar a máquina que lhe foi vendida como panacéia para a mobilidade e como símbolo da velocidade instantanea.
A utilidade do automóvel é inegável. Em viagens podemos percorrer largas distâncias, escolher quando e onde queremos parar, levar mais bagagem e até facilitar os deslocamentos nos locais visitados.
No Brasil das ferrovias destruídas pelo modelo rodovigarista predatório e corrupto, o carro ainda é o rei da estrada. A gestão privada das linhas rodoviárias de transporte coletivo é tão nebulosa quanto as concessões de rádio e televisão no Brasil: o cartel impera, não há concorrência, a qualidade é baixa e em muitos pontos do país a viagem de ônibus ainda é algo terrível e extremamente cansativo.
A utilidade do automóvel é inegável. Em viagens podemos percorrer largas distâncias, escolher quando e onde queremos parar, levar mais bagagem e até facilitar os deslocamentos nos locais visitados.
No Brasil das ferrovias destruídas pelo modelo rodovigarista predatório e corrupto, o carro ainda é o rei da estrada. A gestão privada das linhas rodoviárias de transporte coletivo é tão nebulosa quanto as concessões de rádio e televisão no Brasil: o cartel impera, não há concorrência, a qualidade é baixa e em muitos pontos do país a viagem de ônibus ainda é algo terrível e extremamente cansativo.
Não era o meu caso: Parati, no litoral fluminense, tem ônibus saindo regularmente de São Paulo. Mas há duas semanas da data pretendida para a viagem, já não era possível encontrar passagem em horário adequado (precisava chegar durante o dia ou no final da madrugada, a tempo de pegar um barco até o destino final). Fui de carro, até porque o destino das férias era uma praia sem carros, a data era de baixo movimento nas estradas e eu ainda teria companhia para dividir os gastos e tonar a viagem mais agradável.
Rodovia Ayrton Senna, que integra a ligação rodoviária entre a capital e o litoral norte (composta também pelas rodovias Caravalho Pinto, Tamoios e Oswaldo Cruz). Por ser uma das melhores do país, a Ayrton Senna é também uma das poucas com acostamento decente e adequado ao tráfego de bicicletas.
A Ayrton Senna foi inaugurada por ninguém menos que Paulo Maluf no sugestivo Primeiro de Maio de 1982, com o nome de "Rodovia dos Trabalhadores". Foi renomeada em 1994, durante a gestão do governador Fleury, logo após a morte do piloto de fórmula 1 (ironicamente) em um "acidente" automobilístico.
A nova ligação rodoviária serviria para desafogar o trânsito da via Dutra, já saturado e perigoso para os banhistas paulistanos que começavam a descobrir (e especular n)o litoral norte.
O lobby automobilístico vigente desde a era JK e a conseqüente destruição da malha ferroviária fez com que o transporte de pessoas e mercadorias entre as duas maiores cidades do país passasse a ser feito apenas por ônibus, caminhões e automóveis. Hoje, estima-se que 52% do PIB brasileiro circule pela Via Dutra.
A Ayrton Senna foi inaugurada por ninguém menos que Paulo Maluf no sugestivo Primeiro de Maio de 1982, com o nome de "Rodovia dos Trabalhadores". Foi renomeada em 1994, durante a gestão do governador Fleury, logo após a morte do piloto de fórmula 1 (ironicamente) em um "acidente" automobilístico.
A nova ligação rodoviária serviria para desafogar o trânsito da via Dutra, já saturado e perigoso para os banhistas paulistanos que começavam a descobrir (e especular n)o litoral norte.
O lobby automobilístico vigente desde a era JK e a conseqüente destruição da malha ferroviária fez com que o transporte de pessoas e mercadorias entre as duas maiores cidades do país passasse a ser feito apenas por ônibus, caminhões e automóveis. Hoje, estima-se que 52% do PIB brasileiro circule pela Via Dutra.
Via Dutra, perto de Taubaté. A falta de acostamento em alguns trechos e o trânsito pesado de caminhões e ônibus não impedem o fluxo de ciclistas.
Esta não é a Praça do Ciclista de Taubaté, mas sim uma homenagem aos primeiros "abridores de estradas" de São Paulo. De arma em punho, Bandeirantes como o da estátua acima mataram milhares de índios, escravizaram outros tantos, exploraram negros, roubaram ouro, destruiram florestas e assim abriram espaço para o "desenvolvimento" paulista.
O estado que se orgulha de ter "as melhores rodovias do país" é o mesmo que não possui nenhuma ligação ferroviária de passageiros para litoral nem para o interior, apesar dos trilhos ainda permanecerem instalados em diversos trechos (como é o caso da ligação entre São Paulo e Campinas).
Beneficiam-se do lobby rodovigarista que sufocou o trem as empreiteiras, os governos, as transportadoras, os policiais rodoviários corruptos e, claro, as montadoras de automóveis, caminhões e ônibus. Pagam a conta os milhares de mortos e feridos em "acidentes", o sistema de saúde pública, o meio ambiente e o trabalhador comum, escravo das máfias automobilistas e do alto custo econômico, social e ambiental embutido nesta forma de transporte.
O estado que se orgulha de ter "as melhores rodovias do país" é o mesmo que não possui nenhuma ligação ferroviária de passageiros para litoral nem para o interior, apesar dos trilhos ainda permanecerem instalados em diversos trechos (como é o caso da ligação entre São Paulo e Campinas).
Beneficiam-se do lobby rodovigarista que sufocou o trem as empreiteiras, os governos, as transportadoras, os policiais rodoviários corruptos e, claro, as montadoras de automóveis, caminhões e ônibus. Pagam a conta os milhares de mortos e feridos em "acidentes", o sistema de saúde pública, o meio ambiente e o trabalhador comum, escravo das máfias automobilistas e do alto custo econômico, social e ambiental embutido nesta forma de transporte.
O desenvolvimento na porta de casa. O modelo que privilegia as rodovias criou incongruências urbanas difíceis de serem revertidas. Se antes a cidade se organizava ao redor da estação de trem, hoje as rodovias atravessam bairros e cidades tornando a vida perigosa e barulhenta para quem mora na região. A convivência de tráfego urbano com veículos em viagens longas é mais uma grande estupidez deste modelo.
Não são poucas nem raras as rodovias que atravessam regiões centrais e cidades inteiras (basta citar o exemplo de São Paulo, com as marginais, e Rio de Janeiro, com a Avenida Brasil). Uma rodovia passando pelo meio de uma cidade não é apenas um problema para os moradores destas regiões, mas também representa a degradação do próprio funcionamento da rodovia, obrigando o motorista a reduzir sensivelmente a velocidade e atrasando a viagem.
No litoral norte de São Paulo, um bom exemplo dessa destruição é a Rio-Santos. Construída a poucos metros do mar, a rodovia celebrizada por Roberto Carlos corta ao meio praias e bairros inteiros nas cidades de Caraguatatuba e Ubatuba, obrigando os moradores a realizar diariamente perigosas travessias para chegar ao outro lado da rua. Para evitar derramamento de sangue em níveis maiores, todo o trecho urbano está forrado de desagradáveis lombadas e redutores de velocidade.
Não são poucas nem raras as rodovias que atravessam regiões centrais e cidades inteiras (basta citar o exemplo de São Paulo, com as marginais, e Rio de Janeiro, com a Avenida Brasil). Uma rodovia passando pelo meio de uma cidade não é apenas um problema para os moradores destas regiões, mas também representa a degradação do próprio funcionamento da rodovia, obrigando o motorista a reduzir sensivelmente a velocidade e atrasando a viagem.
No litoral norte de São Paulo, um bom exemplo dessa destruição é a Rio-Santos. Construída a poucos metros do mar, a rodovia celebrizada por Roberto Carlos corta ao meio praias e bairros inteiros nas cidades de Caraguatatuba e Ubatuba, obrigando os moradores a realizar diariamente perigosas travessias para chegar ao outro lado da rua. Para evitar derramamento de sangue em níveis maiores, todo o trecho urbano está forrado de desagradáveis lombadas e redutores de velocidade.
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