
Mais de 1000 pessoas participaram do ato de hoje contra o aumento nas tarifas do transporte coletivo. Um baita ato, com grande receptividade da população, criatividade, música e alegria nas ruas. Ao contrário do último ato, nenhum incidente entre a polícia e os cidadãos, provavelmente menos destaque nos jornais de amanhã.
outras fotos (cmi):
Amanhã, sexta (01), tem outro ato.
De novo a partir das 17h, em frente ao Teatro Municipal.
De novo a partir das 17h, em frente ao Teatro Municipal.

Ao fundo as obras Linha 4 do metrô: depois de construída, será privatizada.


Bloco das bicicletas dá carona ao exército de palhaços.


Contemplar: um hábito perdido nas ruas desde que o automóvel tomou de assalto o planejamento e a vida nas cidades.


Imagine se cada pessoa estivesse em um carro?



Fim do ato, em frente ao Teatro Municipal.
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(fotos: Magna Galvão)
Propaganda de estímulo ao transporte individual privado nos trens do Rio de Janeiro. "Liberte-se do transporte público ruim, compre um carro e que se dane a sua cidade". Se você também achou a peça cretina, escreva para a ouvidoria do banco.
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Amanhã (30) acontece mais uma manifestação contra o aumento das tarifas do transporte coletivo anunciado pela prefeitura e pelo governo do Estado para os próximos dias.
Segundo esta reportagem, o custo anual do subsídio municipal ao sistema de ônibus será de R$529 milhões (se a prefeitura aumentar o valor previsto para 2007, de R$320 milhões). Muito? Pouquíssimo: somente no terceiro estágio do programa de recapeamento de ruas, que trocou o asfalto em trechos de 51 ruas, a prefeitura gastou R$30 milhões.
Com o aumento, o passageiro de São Paulo terá que desembolsar 86% do custo dos ônibus (míseros 14% são subsidiados). Veja abaixo quanto cada cidade do mundo cobra de seus habitantes pelo direito de locomoção (fonte: Estado de S.Paulo):
São Paulo (com aumento):
Passageiro: 86% / subsídio: 14%
Frankfurt:
Passageiro: 45% / subsídio: 55%
Viena:
Passageiro: 40% / subsídio: 60%
Estocolmo:
Passageiro: 34% / subsídio: 66%
Paris:
Passageiro: 33% / subsídio: 67%
Nova Iorque:
Passageiro: 32% / subsídio: 68%
Atenas:
Passageiro: 27% / subsídio - 73%
Amsterdã:
Passageiro: 25% / subsídio - 75%
A concentração será a partir das 17h, em frente ao Teatro Municipal.
Segundo esta reportagem, o custo anual do subsídio municipal ao sistema de ônibus será de R$529 milhões (se a prefeitura aumentar o valor previsto para 2007, de R$320 milhões). Muito? Pouquíssimo: somente no terceiro estágio do programa de recapeamento de ruas, que trocou o asfalto em trechos de 51 ruas, a prefeitura gastou R$30 milhões.
Com o aumento, o passageiro de São Paulo terá que desembolsar 86% do custo dos ônibus (míseros 14% são subsidiados). Veja abaixo quanto cada cidade do mundo cobra de seus habitantes pelo direito de locomoção (fonte: Estado de S.Paulo):
São Paulo (com aumento):
Passageiro: 86% / subsídio: 14%
Frankfurt:
Passageiro: 45% / subsídio: 55%
Viena:
Passageiro: 40% / subsídio: 60%
Estocolmo:
Passageiro: 34% / subsídio: 66%
Paris:
Passageiro: 33% / subsídio: 67%
Nova Iorque:
Passageiro: 32% / subsídio: 68%
Atenas:
Passageiro: 27% / subsídio - 73%
Amsterdã:
Passageiro: 25% / subsídio - 75%
E a comparação com "hermanos de latino america" não deixa dúvidas: São Paulo é uma das piores cidades do mundo no quesito transporte público e, conseqüentemente, uma das mais excludentes ao deixar de prover acesso democrático e livre ao espaço urbano. Quem lucra com isso?
[centro de mídia independente - semana contra o aumento]
[artigo sobre a manifestação da última sexta, 24]
[matéria da Carta Maior sobre a repressão aos atos contra o aumento]
[centro de midia independente - caso de estudante espancado pela pm]
[artigo sobre a manifestação da última sexta, 24]
[matéria da Carta Maior sobre a repressão aos atos contra o aumento]
[centro de midia independente - caso de estudante espancado pela pm]
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[fotos - Lilx]
[vídeo no youtube]
[vídeo para download (melhor qualidade)]
[no Rio de Janeiro]
[em Toronto - Canadá]
[Cyclon II - Santiago do Chile]

(cyclon II - Chile - foto: arriba e la Chancha)
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WORKSHOP ATITUDE SUSPEITA NA OFICINA OSWALD DE ANDRADE
processo e preparação: dias 28, 29 e 30/11 e 01/12 - das 19 às 22h
realização das ações: dia 06/12 – concentração: 12h / ações: 13h
Local: Oficina Oswald de Andrade - Rua Três Rios, 363 - Estação Tiradentes do Metrô
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SUA LIBERDADE É VIGIADA!
Participe da ação ATITUDE SUSPEITA, visite os blogs:
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acadêmico em exemplo prático
A paulistana Tatiana Schor fez mestrado em geografia na USP, pertinho de onde seu colega acima demonstrou os problemas de "uma mercadoria privada de uso público".
"O Automóvel e a cidade de São Paulo" é o nome de sua pesquisa, que está sendo digitalizada e, em breve, estará disponível para download.
Como a própria autora ressalta na introdução de sua tese, ao comentar com amigos que estudava o automóvel, seus interlocutorers geralmente perguntavam quais eram as propostas dela para melhorar o trânsito de São Paulo. Seu estudo não apresenta soluções para o "problema", mas já em 1999 ela percebia a "crescente e arrasadora importância do carro particular como meio de transporte", inclusive como causa fundamental do tal "trânsito".
Enquanto a versão digital da tese não fica pronta, você pode conferir dois artigos da autora no disco virtual: "Abram alas que eu quero passar" e "O automóvel e o desgaste social".
"(...) quanto mais o indivíduo quer utilizar o seu carro menos ele consegue. Afinal se todos tiverem um carro e quiserem consumi-lo ao mesmo tempo, concretizando a individualidade, tem-se o estacionamento forçado (a trava). Quanto mais iguais forem os carros maiores serão as tentativas de modificar as aparências tornando cada um único, porém, homogeneamente igual. No caso da trava poderemos considerar como sendo o limite da propriedade privada e no caso da homogeneidade desesperadora como o limite desta sociedade que se transforma crescentemente em espetacular, isto é, puramente voltado para as aparências."
"O Automóvel e a cidade de São Paulo" é o nome de sua pesquisa, que está sendo digitalizada e, em breve, estará disponível para download.
Como a própria autora ressalta na introdução de sua tese, ao comentar com amigos que estudava o automóvel, seus interlocutorers geralmente perguntavam quais eram as propostas dela para melhorar o trânsito de São Paulo. Seu estudo não apresenta soluções para o "problema", mas já em 1999 ela percebia a "crescente e arrasadora importância do carro particular como meio de transporte", inclusive como causa fundamental do tal "trânsito".
Enquanto a versão digital da tese não fica pronta, você pode conferir dois artigos da autora no disco virtual: "Abram alas que eu quero passar" e "O automóvel e o desgaste social".
(disco virtual: novas figuras na seção clippart)
e alguns trechos de "Abram alas (...)":
"O desenvolvimento simultâneo da indústria automobilística e do capitalismo fica expresso inclusive nos termos utilizados para designar maneiras de organizar a produção (fordismo, pós-fordismo, toyotismo). Foi a necessidade de constituição do sistema automobilístico que boa parte do desenvolvimento industrial e planejamento urbano capacitou-se e direcionou-se. Suas necessidades técnicas impulsionaram a indústria, suas necessidades de espaço e de movimento veloz, como é fato para o caso de São Paulo, redimensionaram o desenho do urbano. O Automóvel, tanto construtor quanto destruidor, encanta o homem.""(...) quanto mais o indivíduo quer utilizar o seu carro menos ele consegue. Afinal se todos tiverem um carro e quiserem consumi-lo ao mesmo tempo, concretizando a individualidade, tem-se o estacionamento forçado (a trava). Quanto mais iguais forem os carros maiores serão as tentativas de modificar as aparências tornando cada um único, porém, homogeneamente igual. No caso da trava poderemos considerar como sendo o limite da propriedade privada e no caso da homogeneidade desesperadora como o limite desta sociedade que se transforma crescentemente em espetacular, isto é, puramente voltado para as aparências."
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Segunda-feira, Novembro 27, 2006
Nada justifica a brutalidade fardada, a resignação popular e o jornalismo porco
Na última sexta-feira (24) fui ao ato contra o aumento das passagens do transporte coletivo. A concentração estava animada, bateria, malabares, cartazes criativos e muita gente.
Poucos entre os presentes não eram estudantes. Será que o resto da população não está preocupada com o aumento acima da inflação que a prefeitura pretende impor ao transporte coletivo? Será que o povo já assumiu seu papel de escravo resignado da democracia midiática, que vota uma vez a cada dois anos e passa o resto do tempo xingando o político eleito? Onde estavam os tais "movimentos sociais"? E os tais "partidos políticos"?
Pouco depos das 18h, os cerca de 800 presentes decidiram sair em marcha pelas ruas centrais. Trajeto combinado em assembléia, festa, panfletagem e conversa nas ruas do centro.
Poucos entre os presentes não eram estudantes. Será que o resto da população não está preocupada com o aumento acima da inflação que a prefeitura pretende impor ao transporte coletivo? Será que o povo já assumiu seu papel de escravo resignado da democracia midiática, que vota uma vez a cada dois anos e passa o resto do tempo xingando o político eleito? Onde estavam os tais "movimentos sociais"? E os tais "partidos políticos"?
Pouco depos das 18h, os cerca de 800 presentes decidiram sair em marcha pelas ruas centrais. Trajeto combinado em assembléia, festa, panfletagem e conversa nas ruas do centro.

O trânsito abriu passagem para a manifestação. Polícia Militar, agentes da CET e da SPTrans acompanhavam de perto, mas não houve nenhum incidente em quase duas horas de caminhada pelas ruas e pelos calçadões remanescentes do centro...
... ou melhor, nenhum incidente que pudesse ser motivo de ação policial. Na foto acima, vários carros em local proibido não despertaram o interesse dos agentes de trânsito (nem dos manifestantes).

Terminal D. Pedro: além de panfletagem, alguns manifestantes abriram as portas traseiras de alguns ônibus para que os passageiros entrassem de graça. Vandalismo na opinião de alguns, a abertura das portas era um ato de desobediência civil, ou seja, uma ação que não atenta contra a vida, mas sim contra uma lei que julga-se incoerente. Em última instância, na opinião de quem abriu as portas, o transporte público, por ser um direito, deveria ser gratuito.
Até aí, tudo bem. Poucos instantes depois, chega o primeiro carro da Força Tática, a versão "de rua" da famigerada "tropa de choque". Nesta altura do campeonato, os manifestantes (ainda que involuntariamente, na opinião de alguns) bloqueavam o terminal, impedindo a entrada e saída dos ônibus.
Ao avistar os homens fardados, decidi me afastar. Em primeiro lugar não concordava com a obstrução do terminal, acreditava que a manifestação deveria seguir adiante sem prejudicar os resignados passageiros (que têm a liberdade de pagar tarifas abusivas por um serviço péssimo). Em segundo, minha experiência em manifestações dizia que em pouco tempo aconteceria o que de fato aconteceu.
Não houve conversa, não houve aviso, não houve sequer a tradicional ameaça da tropa enfileirada batendo com os cassetetes nos escudos e avançando para cima da massa. A PM simplesmente disparou aleatoriamente bombas de efeito moral, gás pimenta e lacrimogênio.
Quem já foi em alguma manifestação sabe que estas armas químicas de uso contra civis, apesar do nome, não têm nada de "efeito moral": provocam náuseas, falta de ar, problemas respiratórios, os estilhaços tiram pedaços da pele e o barulho das explosões pode provocar a perda da audição.
Ao avistar os homens fardados, decidi me afastar. Em primeiro lugar não concordava com a obstrução do terminal, acreditava que a manifestação deveria seguir adiante sem prejudicar os resignados passageiros (que têm a liberdade de pagar tarifas abusivas por um serviço péssimo). Em segundo, minha experiência em manifestações dizia que em pouco tempo aconteceria o que de fato aconteceu.
Não houve conversa, não houve aviso, não houve sequer a tradicional ameaça da tropa enfileirada batendo com os cassetetes nos escudos e avançando para cima da massa. A PM simplesmente disparou aleatoriamente bombas de efeito moral, gás pimenta e lacrimogênio.
Quem já foi em alguma manifestação sabe que estas armas químicas de uso contra civis, apesar do nome, não têm nada de "efeito moral": provocam náuseas, falta de ar, problemas respiratórios, os estilhaços tiram pedaços da pele e o barulho das explosões pode provocar a perda da audição.
Ainda que consideremos a ação dos manifestantes como "perturabação da ordem pública" e uma "violação do direito de ir e vir dos demais passageiros", existem diversas formas de se dissipar um aglomerado de gente.
Utilizar um megafone e dizer que todos devem desobstruir o espaço em tantos minutos seria o mais razoável. Dialogar com os manifestantes, perguntar suas razões e até pedir para que saíssem seria possível. Avançar com a tropa protegida por escudos para abrir espaço poderia até ser aceitável, deter os mais exaltados (sem a truculência habitual) também.
Jogar bombas ao léu no meio de um terminal de ônibus cheio é irresponsabilidade digna de regimes ditatoriais. É uma clara demonstração de que a polícia de São Paulo só conhece uma maneira de lidar com manifestações populares: suprimi-las, utilizando amplo arsenal bélico na repressão a rodo de quem está pela frente. Além de manter a ordem para os donos do Estado, desconta a raiva acumulada em pessoas desarmadas e indefesas.
Utilizar um megafone e dizer que todos devem desobstruir o espaço em tantos minutos seria o mais razoável. Dialogar com os manifestantes, perguntar suas razões e até pedir para que saíssem seria possível. Avançar com a tropa protegida por escudos para abrir espaço poderia até ser aceitável, deter os mais exaltados (sem a truculência habitual) também.
Jogar bombas ao léu no meio de um terminal de ônibus cheio é irresponsabilidade digna de regimes ditatoriais. É uma clara demonstração de que a polícia de São Paulo só conhece uma maneira de lidar com manifestações populares: suprimi-las, utilizando amplo arsenal bélico na repressão a rodo de quem está pela frente. Além de manter a ordem para os donos do Estado, desconta a raiva acumulada em pessoas desarmadas e indefesas.
(grafite nas ruas de Santiago, Chile - foto: João Campos)
Um capítulo à parte nessa história é a cobertura de uma parcela da mídia corporativa. Seguindo a tradição "espreme que sai sangue", os principais veículos deram destaque ao "confronto" e não aos outros momentos do ato.
Esta matéria da Folha de São Paulo foi mais além e criou uma teoria conspiratória para explicar a "tática" dos manifestantes. O trecho final da matéria demonstra o quilate da má intenção jornalística:
Esta matéria da Folha de São Paulo foi mais além e criou uma teoria conspiratória para explicar a "tática" dos manifestantes. O trecho final da matéria demonstra o quilate da má intenção jornalística:
"Não se viam bandeiras do PT. Nem os radicais PSTU e PSOL estavam representados na passeata e invasão do terminal de ônibus. Também a União Nacional dos Estudantes e a Central Única dos Trabalhadores não estavam presentes.
Em vez disso, muito jovem vestido de preto, camisetas da banda Ramones, correntes na roupa, piercings, punks. Também tinha "zapatistas brasileiros", que desfilaram com bandeiras vermelhas e pretas, e camisetas enroladas no rosto, para parecer o Subcomandante Marcos, líder do movimento mexicano. "Kassab, mas que vergonha, essa passagem tá mais cara que a maconha", protestava um grupinho.
Ah, também tinha os palhaços do "Palhaços pelo Passe Livre", que defendem a vida sem catracas e a passagem gratuita para todos."
Em vez disso, muito jovem vestido de preto, camisetas da banda Ramones, correntes na roupa, piercings, punks. Também tinha "zapatistas brasileiros", que desfilaram com bandeiras vermelhas e pretas, e camisetas enroladas no rosto, para parecer o Subcomandante Marcos, líder do movimento mexicano. "Kassab, mas que vergonha, essa passagem tá mais cara que a maconha", protestava um grupinho.
Ah, também tinha os palhaços do "Palhaços pelo Passe Livre", que defendem a vida sem catracas e a passagem gratuita para todos."
Parece piada, coluna social ou artigo do Zé Simão, mas não é, é matéria "séria" de quem se auto-denomina "o maior jornal do país". Veja também uma resposta publicada no CMI.
Muito mais condizente com a realidade foi a cobertura do Estadão. Alguns trechos da reportagem de Fabiano Rampazzo (para assinantes):
"Ontem à noite, após o confronto, a PM declarou que 'apenas reagiu ao ataque de estudantes mascarados com toucas ninjas, que, com coquetéis molotov, pedaços de madeira e barras de ferro tentavam manter fechados os portões do terminal.'
A reportagem acompanhou a manifestação e o bloqueio ao terminal, mas não viu nem coquetéis molotov nem 'toucas ninjas'. "
(...)
"Um rapaz deitado foi espancado com golpes de cassetete por quatro policiais ao mesmo tempo. Desesperadas, pessoas que estavam no terminal e nada tinham a ver com o protesto dos jovens gritavam e buscavam algum lugar para se proteger. 'Eles querem matar todo mundo?', disse, chorando, a vendedora Ana Lins, que aguardava o ônibus.
A tropa saiu do terminal e seguiu os estudantes, lançando mais bombas. Pedestres, motoristas e lojistas foram atingidos por gás pimenta."
E o repórter ainda faz um desabafo em outra nota publicada na mesma edição:
"Foi a segunda bomba lançada pela PM que me acertou. O estilhaço que me feriu o ombro serviu, contudo, apenas de antepasto. Mais tarde, na Sé, a um centímetro de meu rosto, um PM, me confundindo com um estudante, disparou um jato de spray de gás pimenta, que me deixou queimando por duas horas. A pergunta é: se eu fosse um estudante, isso seria válido?"
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Na última quarta-feira (22) o programa "Aventuras com Renata Falzoni" (canal ESPN Brasil) exibiu uma bela matéria sobre o "critical mass" de Nova Iorque e sobre a Bicicletada de São Paulo. O vídeo você confere no blog do Lilx.
No dia seguinte, um encontro inesperado perto do Ibirapuera. Alguns minutos de conversa e mais dois ciclistas conhecidos da Renata aparecem. Mais alguns minutos de conversa tranformam o caminho pela cidade em um momento de troca de idéias no espaço compartilhado.
Para quem anda de carro, um encontro casual na rua significa, no máximo, uma buzinadinha apressada. Para quem não está preso dentro de uma bolha de quatro rodas é possível contemplar a cidade, se integrar ao espaço e conviver com as pessoas.
Uma hora mais tarde, também perto do Ibirapuera, um exemplo claro dos males provocados pelo uso excessivo do automóvel, inclusive para quem dirige. Em vez do encontro, o ódio; em vez da conversa, o grito; no lugar da convivência, a disputa mesquinha por um lugar na fila do congestionamento.
No dia seguinte, um encontro inesperado perto do Ibirapuera. Alguns minutos de conversa e mais dois ciclistas conhecidos da Renata aparecem. Mais alguns minutos de conversa tranformam o caminho pela cidade em um momento de troca de idéias no espaço compartilhado.
Para quem anda de carro, um encontro casual na rua significa, no máximo, uma buzinadinha apressada. Para quem não está preso dentro de uma bolha de quatro rodas é possível contemplar a cidade, se integrar ao espaço e conviver com as pessoas.
Uma hora mais tarde, também perto do Ibirapuera, um exemplo claro dos males provocados pelo uso excessivo do automóvel, inclusive para quem dirige. Em vez do encontro, o ódio; em vez da conversa, o grito; no lugar da convivência, a disputa mesquinha por um lugar na fila do congestionamento.
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Assim como o Dia Sem Carro, que aconteceu em 22 de setembro, o próximo sábado (25) é mais uma data para pensarmos sobre hábitos contemporâneos nocivos à vida humana e ao planeta. Em diversas cidades ao redor do planeta acontece o Dia Sem Compras, uma reflexão sobre o consumismo e seus impactos.
O Dia Sem Compras surgiu em 1993 por iniciativa do grupo canadense AdBusters, dedicado à anti-propaganda.
"O objetivo é que neste dia, além de não comprar nada, todos façam uma reflexão sobre os impactos sociais e ambientais dos nossos hábitos de consumo. Os atuais padrões de consumo são insustentáveis do ponto de vista ambiental e injustos socialmente, já que a grande maioria da população é privada do consumo de bens e serviços essenciais para uma vida digna." (IDEC - Instituto de Defesa do Consumidor)
O Dia Sem Compras surgiu em 1993 por iniciativa do grupo canadense AdBusters, dedicado à anti-propaganda.
"O objetivo é que neste dia, além de não comprar nada, todos façam uma reflexão sobre os impactos sociais e ambientais dos nossos hábitos de consumo. Os atuais padrões de consumo são insustentáveis do ponto de vista ambiental e injustos socialmente, já que a grande maioria da população é privada do consumo de bens e serviços essenciais para uma vida digna." (IDEC - Instituto de Defesa do Consumidor)
[Dia Sem Compras no IDEC]
[pimenta negra]
[natal sem presentes]
[Buy Nothing Day - vídeos, links internacionais e notícias no AdBusters]
[Dia Sin Compras - vídeos, panfletos e notícias no ConsumeHastaMorir]
[excelente documentário "Gran Superfície" - em capítulos no YouTube]
["Gran Superfície" - link para download no eMule]
[Recicloteca]
[pimenta negra]
[natal sem presentes]
[Buy Nothing Day - vídeos, links internacionais e notícias no AdBusters]
[Dia Sin Compras - vídeos, panfletos e notícias no ConsumeHastaMorir]
[excelente documentário "Gran Superfície" - em capítulos no YouTube]
["Gran Superfície" - link para download no eMule]
[Recicloteca]
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Quinta-feira, 17h, trânsito infernal em São Paulo. Daqui até o final do ano, só vai piorar. Compras de natal, buzinas, gente nervosa e angustiada nas ruas, mais carros, mais congestionamento, mais "acidentes", mais mortos... E tudo sob o calor infernal do eternamente recapeado asfalto paulistano.
Quanto tem que piorar para começar a melhorar? Até quando o carro vai ser tratado como rei em São Paulo e todas as outras formas de locomoção como de segunda categoria? Quantos anos vai levar até que o estímulo ao transporte público e alternativo deixe de ser factóide de jornal e passe a virar política concreta e efetiva nas ruas?
Quando as autoridades, a mídia e a dita "sociedade" vão perceber que o problema de São Paulo não é o "trânsito", mas sim o uso excessivo e irracional dos automóveis particulares?
Quem vive em São Paulo nesta época do ano tende a achar que ainda vai piorar muito até começar a melhorar...
Quanto tem que piorar para começar a melhorar? Até quando o carro vai ser tratado como rei em São Paulo e todas as outras formas de locomoção como de segunda categoria? Quantos anos vai levar até que o estímulo ao transporte público e alternativo deixe de ser factóide de jornal e passe a virar política concreta e efetiva nas ruas?
Quando as autoridades, a mídia e a dita "sociedade" vão perceber que o problema de São Paulo não é o "trânsito", mas sim o uso excessivo e irracional dos automóveis particulares?
Quem vive em São Paulo nesta época do ano tende a achar que ainda vai piorar muito até começar a melhorar...
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A útlima sexta-feira de novembro tem duas atividades importantes em São Paulo: um ato contra o aumento das tarifas do transporte coletivo e a Bicicletada de novembro.

(arte: Frente de Luta contra o Aumento)
O ato contra o aumento das tarifas de ônibus, metrô e trem começa às 17h, em frente ao Teatro Muncipal.
E às 18h começa a concentração lúdico-educativa para a Bicicletada de novembro na Praça do Ciclista.

(arte: luddista)
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A pedido de um leitor, o recebimento de "feeds" em RSS foi alterado para o modo completo, ou seja, quem usa um agregador de notícias passará a receber o "post" na íntegra (e não apenas o título).
Há controvérsias a respeito da mudança, portanto peço aos leitores que deixem aqui seus comentários a respeito do melhor sistema para o recebimento dos "feeds".
Há controvérsias a respeito da mudança, portanto peço aos leitores que deixem aqui seus comentários a respeito do melhor sistema para o recebimento dos "feeds".
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A Folha de São Paulo publicou recentemente uma revista especial chamada "Top of Mind". Anglicanismos coloniais à parte, a publicação trazia o resultado de uma pesquisa realizada anualmente para verificar as marcas mais presentes na cabeça dos brasileiros.
Para deliberar o que está no topo da mente dos brasileiros, a pergunta era simples: "quando eu digo refrigerante, qual marca vem à sua cabeça".
Uma das seções da revista se chamava "transporte". Mas Caloi, Metrô, Shimano, Dahon, Mafersa, Busscar, CPTM ou "minhas pernas" não estavam no páreo. Para os publicitários da Folha, transporte se resume a carro, pneu, caminhão e combustível. Até petróleo tem grife.
Para deliberar o que está no topo da mente dos brasileiros, a pergunta era simples: "quando eu digo refrigerante, qual marca vem à sua cabeça".
Uma das seções da revista se chamava "transporte". Mas Caloi, Metrô, Shimano, Dahon, Mafersa, Busscar, CPTM ou "minhas pernas" não estavam no páreo. Para os publicitários da Folha, transporte se resume a carro, pneu, caminhão e combustível. Até petróleo tem grife.
Carro é coisa de homem. Não precisa ser publicitário ou freqüentador do salão do automóvel para chegar a esta conclusão. O grande falo de quatro rodas dá status e poder, permite matar (ou, resignadamente, buzinar para) os "adversários" na rua. Enfim, traduz o que há de mais estúpido no universo masculino.
Metade das mulheres não se lembrou de nenhuma marca de pneu, caminhão ou combustível. E o topo da mente de 10% delas não está colonizado por nenhuma marca de carro.
Não é à toa que o número de homens mortos no trânsito é muito superior ao de mulheres, em especial se contarmos aqueles que se matam dirigindo de forma irresponsável em altas velocidades.
Pena que uma parcela das mulheres tenha acreditado que "revolução sexual" e "igualdade de gêneros" signifique apenas embarcar no mundo agressivo dos homens para "competir" de igual para igual pelo "sucesso" na vida.
Metade das mulheres não se lembrou de nenhuma marca de pneu, caminhão ou combustível. E o topo da mente de 10% delas não está colonizado por nenhuma marca de carro.
Não é à toa que o número de homens mortos no trânsito é muito superior ao de mulheres, em especial se contarmos aqueles que se matam dirigindo de forma irresponsável em altas velocidades.
Pena que uma parcela das mulheres tenha acreditado que "revolução sexual" e "igualdade de gêneros" signifique apenas embarcar no mundo agressivo dos homens para "competir" de igual para igual pelo "sucesso" na vida.
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Esqueleto Coletivo e EIA
convidam você a cometer uma
ATITUDE SUSPEITA
ações simultâneas sob as câmeras de
vigilância pública do centro de São Paulo
convidam você a cometer uma
ATITUDE SUSPEITA
ações simultâneas sob as câmeras de
vigilância pública do centro de São Paulo
PODER • CONTROLE • VIGILÂNCIA • PUNIÇÃO • INDÚSTRIA DO MEDO • PANOPTISMO
Todos os dias nossos passos são captados, ampliados, arquivados. As estruturas do Poder vigiam e congelam imagens nos maquinários portadores da Verdade. Denunciadoras de Delito: câmeras suspensas sobre cada esquina, sobre todas as cabeças, ações e intenções. Sob a perspectiva da Punição, nos auto-controlamos e atuamos dentro de um roteiro pré-estabelecido. Será?
Junte-se a nós com suas proposições poéticas e políticas para ocuparmos a cidade na primeira semana de dezembro, durante o EIA 2006.
Performance, protesto, happening, qualquer ação, intervenção ou atitude suspeita sob as câmeras de vigilância do centro. Mande sua idéia para:
Junte-se a nós com suas proposições poéticas e políticas para ocuparmos a cidade na primeira semana de dezembro, durante o EIA 2006.
Performance, protesto, happening, qualquer ação, intervenção ou atitude suspeita sob as câmeras de vigilância do centro. Mande sua idéia para:
esqueletocoletivo@yahoo.com.br
Propomos o diálogo, queremos valorizar as particularidades que nos fazem seres únicos e assumir nossa existência, invertendo a lógica a favor do cidadão. Estimular o conhecimento das "realidades" e situações onde estamos inseridos, contra a alienação que é um dos elementos mais eficazes da manutenção do poder estabelecido. É necessária a libertação do controle imposto, atitude consciente é a melhor resposta.
SUA LIBERDADE É VIGIADA!
Participe da ação ATITUDE SUSPEITA, visite o blog:
http://atitude-suspeita.blogspot.com/
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Alguns motoristas acham que a sinalização de trânsito é apenas um excesso de cuidado de engenheiros paranóicos ou de médicos alarmistas. Acreditam que a sua exímia habilidade em pilotar seu maravilhoso carrão está muito acima de bobagens como velocidades máximas, curvas perigosas ou travessias de pedestres.
Geralmente esta parcela de motoristas também acredita na existência de uma "indústria da multa", supostamente reponsável por sacanear motoristas que só estavam fazendo "uma contravençãozinha boba" e que a punição às infrações só serve para "enriquecer políticos ladrões ou policiais corruptos".
À cavalo, de ônibus ou no precipício depois da curva perigosa, o castigo tende a chegar, sempre acompanhado do desperdício de recursos públicos para consertar a burrada dos exímios pilotos.
Geralmente esta parcela de motoristas também acredita na existência de uma "indústria da multa", supostamente reponsável por sacanear motoristas que só estavam fazendo "uma contravençãozinha boba" e que a punição às infrações só serve para "enriquecer políticos ladrões ou policiais corruptos".
À cavalo, de ônibus ou no precipício depois da curva perigosa, o castigo tende a chegar, sempre acompanhado do desperdício de recursos públicos para consertar a burrada dos exímios pilotos.

[artigo de Mino Carta sobre o trânsito]
[vídeo "alivia aí, seu guarda" ou "dez razões para que eu não seja multado"]
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Amanhã (terça, 21) tem debate sobre "organizações e práticas coletivas" promovido pelo EIA (Experiência Imersiva Ambiental). Bicicletada, Sociedade do Automóvel, :.apocalipse motorizado e outras experiências em discussão. Começa às 20h, no Centro Universitário MariAntônia (r. Maria Antônia, 294, Vila Buarque).
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Na próxima segunda-feira (20) acontece um Dia de Ação Global em solidariedade a Oaxaca. Em São Paulo as atividades acontecem a partir das 14h, em frente ao prédio da Gazeta (av. Paulista, 900).
Há vários meses o estado de Oaxaca (México) vive uma verdadeira insurreição popular, daqueles momentos raros na história em que o povo se cansa e, por diversas razões e com diversas propostas, resolve contestar a opressão acumulada.
Em junho deste ano uma greve de professores foi violentamente reprimida pelo governador do Estado, Ulisses Ruiz. Entidades e cidadãos mexicanos constituíram a Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca e começaram a exigir a saída do governador, acusado de ter desviado mais de 10 bilhões de dólares destinados a programas sociais.
As manifestações cresceram a cada dia, aglutinando outros setores da populção, e o governo federal de Vicente Fox decidiu enviar forças repressoras da Polícia Federal Preventiva. Dezenas de cidadãos foram mortos, incluindo o jornalista novaiorquino Bradley Will. Outras centenas seguem presos ou desaparecidos.
O povo de Oaxaca resiste, pede a saída imediata de Ruiz, a libertação dos presos políticos e a punição dos assassinos. Apesar do silêncio brutal da mídia corporativa brasileira (mais interessada no último festival de moda em Londres do que nos acontecimentos dos países vizinhos), a cobertura da mídia independente tem sido bastante ampla e de extrema qualidade. Mais do que isso, tem possibilitado ações globais que auxiliam na resistência local.
Em junho deste ano uma greve de professores foi violentamente reprimida pelo governador do Estado, Ulisses Ruiz. Entidades e cidadãos mexicanos constituíram a Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca e começaram a exigir a saída do governador, acusado de ter desviado mais de 10 bilhões de dólares destinados a programas sociais.
As manifestações cresceram a cada dia, aglutinando outros setores da populção, e o governo federal de Vicente Fox decidiu enviar forças repressoras da Polícia Federal Preventiva. Dezenas de cidadãos foram mortos, incluindo o jornalista novaiorquino Bradley Will. Outras centenas seguem presos ou desaparecidos.
O povo de Oaxaca resiste, pede a saída imediata de Ruiz, a libertação dos presos políticos e a punição dos assassinos. Apesar do silêncio brutal da mídia corporativa brasileira (mais interessada no último festival de moda em Londres do que nos acontecimentos dos países vizinhos), a cobertura da mídia independente tem sido bastante ampla e de extrema qualidade. Mais do que isso, tem possibilitado ações globais que auxiliam na resistência local.

...carros anti-barricada para reprimir a população.
veja também:
[Oaxaca resiste - artigo no Diplo]
[vídeo viernes negro]
[bicicletada por Brad Will em Nova Iorque]
[Friends of Brad Will]
[site da APPO]
[centro de mídia independente]
[vídeos no youtube]
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(dica: Matias Mickenhagen)
Acontece em São Paulo a partir de hoje (e até o dia 23) a 5a edição do festival Ecocine. Além da exibição de vídeos na mostra competitiva e de uma programação especial para as crianças, o Ecocine também terá mesas de debate e a exibição de filmes clássicos como a trilogia Qatsi.
Entre outros, é chance única de ver em tela grande a obra-prima Koyaanisqatsi, domingo (19), às 21h30.
O Ecocine acontece no Espaço Unibanco de Cinema (r. Augusta, próximo ao metrô Consolação). Confira a programação completa aqui.
Entre outros, é chance única de ver em tela grande a obra-prima Koyaanisqatsi, domingo (19), às 21h30.
O Ecocine acontece no Espaço Unibanco de Cinema (r. Augusta, próximo ao metrô Consolação). Confira a programação completa aqui.

(dica: André Maleronka)
Também no domingo (19), a partir das 14h, acontece o primeiro passeio sobre rodas da comunidade GLBTT. Vale patins, bicicleta, patinete, skate... Começa na Praça da Luz (em frente ao Museu da Língua Portuguesa) e segue pelas ruas do centro histórico. Através do site DiverCidade é possível ainda alugar uma magrela para o dia do evento.
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Bilhete Único criado na gestão de Marta Suplicy permitiu ao usuário
utilizar mais de um ônibus pagando apenas uma tarifa.
Medidas que lesam o bolso da população sempre aparecem depois de algum feriado prolongado, nos primeiros dias do ano ou no meio de algum evento patriótico como a Copa do Mundo. Foi assim com todos os planos econômicos (Collor, Cruzado, Verão...), com o tradicional aumento de combustível em janeiro e agora com o reajuste na tarifa de ônibus no meio de dois feriados.
Segundo informou a Folha de São Paulo, o segundo aumento de ônibus em menos de três anos de gestão Serra-Kassab será efetivado no próximo domingo (25). A tarifa sobe de R$2,00 para R$2,30, um aumento de 15%, índice que supera a inflação medida pelo IPCA no período (em torno de 7%).
Aumentar a tarifa dos ônibus foi o primeiro ato de José Serra na área dos transportes ao assumir a prefeitura, em março de 2005.
Na época da eleição municipal, José Serra e Marta Suplicy prometeram não aumentar a tarifa e integrar o serviço de ônibus ao sistema de trens e metrô. Naquela época a ex-prefeita havia criado o bem-sucedido Bilhete Único, que permitiu aos cidadãos utilizarem mais de um ônibus no período de duas horas, pagando apenas uma tarifa . Na integração tucano-pefelista o período foi ampliado para três horas.
O aumento de 2005 não foi acompanhado pela prometida integração com os trens, que só aconteceu no início de 2006. Assim a prefeitura acumulou caixa durante quase um ano para, enfim, promover uma pseudo-integração tarifária. Ao contrário da medida implantada por Marta, a integração com o metrô e com os trens é, na verdade, um desconto na tarifa dos dois modais somados, e não a unificação das tarifas.
Trocando em miúdos, o primeiro aumento da era Serra-Kassab em 2005 fez com que a população subsidiasse a integração ônibus+trens metropolitanos, ou melhor, fez com que a população pagasse antecipadamente o desconto que viria a receber um ano depois.
Agora o "caixa" a ser acumulado parece ser político-eleitoral. O reajuste acima da inflação é assumidamente desnecessário, mas visa evitar novos aumentos e o "desgaste" decorrente de tais medidas até a eleição de 2008.
O próximo aumento no transporte em São Paulo deve ser o do metrô. Isso que é integração tarifária! Já as obras de expansão do metrô tiveram o ritmo reduzido com a passagem das eleições. A estação Alto Ipiranga, prevista para ser entregue este ano e já incluída nas placas informativas dos trens só será entregue no ano que vem.
Na próxima terça-feira (21), às 18h, acontece uma reunião de cidadãos e movimentos sociais para discutir estratégias contra o aumento das tarifas. O encontro será na sala 12 da Ação Educativa (r. General Jardim, 660, próximo ao metrô República).
Segundo informou a Folha de São Paulo, o segundo aumento de ônibus em menos de três anos de gestão Serra-Kassab será efetivado no próximo domingo (25). A tarifa sobe de R$2,00 para R$2,30, um aumento de 15%, índice que supera a inflação medida pelo IPCA no período (em torno de 7%).
Aumentar a tarifa dos ônibus foi o primeiro ato de José Serra na área dos transportes ao assumir a prefeitura, em março de 2005.
Na época da eleição municipal, José Serra e Marta Suplicy prometeram não aumentar a tarifa e integrar o serviço de ônibus ao sistema de trens e metrô. Naquela época a ex-prefeita havia criado o bem-sucedido Bilhete Único, que permitiu aos cidadãos utilizarem mais de um ônibus no período de duas horas, pagando apenas uma tarifa . Na integração tucano-pefelista o período foi ampliado para três horas.
O aumento de 2005 não foi acompanhado pela prometida integração com os trens, que só aconteceu no início de 2006. Assim a prefeitura acumulou caixa durante quase um ano para, enfim, promover uma pseudo-integração tarifária. Ao contrário da medida implantada por Marta, a integração com o metrô e com os trens é, na verdade, um desconto na tarifa dos dois modais somados, e não a unificação das tarifas.
Trocando em miúdos, o primeiro aumento da era Serra-Kassab em 2005 fez com que a população subsidiasse a integração ônibus+trens metropolitanos, ou melhor, fez com que a população pagasse antecipadamente o desconto que viria a receber um ano depois.
Agora o "caixa" a ser acumulado parece ser político-eleitoral. O reajuste acima da inflação é assumidamente desnecessário, mas visa evitar novos aumentos e o "desgaste" decorrente de tais medidas até a eleição de 2008.
O próximo aumento no transporte em São Paulo deve ser o do metrô. Isso que é integração tarifária! Já as obras de expansão do metrô tiveram o ritmo reduzido com a passagem das eleições. A estação Alto Ipiranga, prevista para ser entregue este ano e já incluída nas placas informativas dos trens só será entregue no ano que vem.
Na próxima terça-feira (21), às 18h, acontece uma reunião de cidadãos e movimentos sociais para discutir estratégias contra o aumento das tarifas. O encontro será na sala 12 da Ação Educativa (r. General Jardim, 660, próximo ao metrô República).
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(arte: Lélis, da matéria de Daniel Camargos no Estado de Minas)
Depois do resultado do The Bobs, o número de visitas diárias aumentou bastante. Mais do que o "hype" provocado por matérias sobre a premiação, parece que tem muita gente interessada em reverter o quadro de imobilidade, agressividade e degradação urbana provocado pelo uso excessivo dos automóveis.
Basta dar uma olhada nesta bela matéria publicada no caderno de veículos do jornal O Estado de Minas pelo jornalista Daniel Camargos.
Aos navegantes que aqui aportam pela primeira vez, uma carta náutica.
O blog é atualizado de segunda a sexta, geralmente uma vez por dia. Às vezes sobra assunto e as atualizações acontecem também aos finais de semana.
O conteúdo aqui postado é em copyleft. Valorizamos a autoria, e não a propriedade. Acreditamos que informações e boas idéias não têm dono, mas sim autor. Desta forma, textos e imagens (exceto quando de terceiros) podem ser reproduzidos livremente. Pedimos apenas que seja citada a fonte.
As seções da coluna da direita:
Apocalipse em números traz dados que falam sozinhos.
Multimídia
- vídeo Sociedade do Automóvel: uma reflexão audiovisual sobre a cultura do automóvel em São Paulo. Disponível gratuitamente para download ou em streaming.
- livro Apocalipse Motorizado: obra de referência sobre o tema que serviu de inspiração para este blog.
- disco virtual: braço auxiliar do blog, com cartazes, textos, leis, panfletos e imagens para livre uso e distribuição
- vídeos no youtube: três grupos de vídeos atualizados sempre que possível
Bicicletada
- a iniciativa civil não institucional a favor do transporte não-motorizado acontece em diversas cidades do mundo. No :.apocalipse motorizado estão os relatos das bicicletadas paulistanas e também vídeos das ações em outras partes do mundo.
Bem-vindo, ciclista
- lista de estabelecimentos paulistanos que mercem o nosso aplauso, pois têm bicicletários ou paraciclos para o estacionamento das magrelas
- ciclo-rotas: o site bikely é uma "mão na roda" para quem utiliza a bicicleta como meio de transporte. Utiliza a interface do GoogleMaps e permite cadastrar rotas adequadas aos ciclistas em todo o mundo. Mais uma ferramenta colaborativa de grande utilidade.
Boa vizinhança
- parceiros na caminhada e sites que tratam de temas correlatos. Vale a pena visitar um por um, são todos muito bons.
Arquivo
- no final da coluna da direita está o arquivo deste blog. Pode ser consultado tanto através dos temas, quanto em uma panorâmica cronológica. O sistema de busca é um pouco feio, mas funciona relativamente bem.
Basta dar uma olhada nesta bela matéria publicada no caderno de veículos do jornal O Estado de Minas pelo jornalista Daniel Camargos.
Aos navegantes que aqui aportam pela primeira vez, uma carta náutica.
O blog é atualizado de segunda a sexta, geralmente uma vez por dia. Às vezes sobra assunto e as atualizações acontecem também aos finais de semana.
O conteúdo aqui postado é em copyleft. Valorizamos a autoria, e não a propriedade. Acreditamos que informações e boas idéias não têm dono, mas sim autor. Desta forma, textos e imagens (exceto quando de terceiros) podem ser reproduzidos livremente. Pedimos apenas que seja citada a fonte.
As seções da coluna da direita:
Apocalipse em números traz dados que falam sozinhos.
Multimídia
- vídeo Sociedade do Automóvel: uma reflexão audiovisual sobre a cultura do automóvel em São Paulo. Disponível gratuitamente para download ou em streaming.
- livro Apocalipse Motorizado: obra de referência sobre o tema que serviu de inspiração para este blog.
- disco virtual: braço auxiliar do blog, com cartazes, textos, leis, panfletos e imagens para livre uso e distribuição
- vídeos no youtube: três grupos de vídeos atualizados sempre que possível
Bicicletada
- a iniciativa civil não institucional a favor do transporte não-motorizado acontece em diversas cidades do mundo. No :.apocalipse motorizado estão os relatos das bicicletadas paulistanas e também vídeos das ações em outras partes do mundo.
Bem-vindo, ciclista
- lista de estabelecimentos paulistanos que mercem o nosso aplauso, pois têm bicicletários ou paraciclos para o estacionamento das magrelas
- ciclo-rotas: o site bikely é uma "mão na roda" para quem utiliza a bicicleta como meio de transporte. Utiliza a interface do GoogleMaps e permite cadastrar rotas adequadas aos ciclistas em todo o mundo. Mais uma ferramenta colaborativa de grande utilidade.
Boa vizinhança
- parceiros na caminhada e sites que tratam de temas correlatos. Vale a pena visitar um por um, são todos muito bons.
Arquivo
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(foto: Alexandre Afonso / usada com permissão do autor)
A descoberta tinha circulado em listas de discussão em uma mensagem do colega Danilo Martinho May, mas foram os gaúchos da Bicicletada de Porto Alegre os responsáveis pela matéria completa sobre o que parece ser o melhor bicicletário de São Paulo.
As 47 vagas ficam em uma área coberta do estacionamento do Continental Shopping, ocupam o espaço de 7 carros, não estão juntas com as barulhentas e poluidoras motos, têm estrutura adequada para amarrar a magrela e são 100% gratuitas.
As 47 vagas ficam em uma área coberta do estacionamento do Continental Shopping, ocupam o espaço de 7 carros, não estão juntas com as barulhentas e poluidoras motos, têm estrutura adequada para amarrar a magrela e são 100% gratuitas.
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Debate intelectual ou marketing corporativo?
Uma dica: procure no cartaz a palavra que aparece com mais destaque.
Na semana passada aconteceu um simpósio chamado "Fiat +30: pensar e experimentar o futuro". Foi o segundo evento corporativo a ocupar o teatro da PUC-SP em toda sua história: durante as férias letivas de 2004, a TV Globo havia realizado o "Seminário de valorização da produção cultural brasileira". Parceria PUC Privada...
Acreditando que há vida fora do mercado, que o habitat humano é o planeta Terra, que os carros não são meios de comunicação (mas sim de isolamento), que existem alternativas sustentáveis para a mobilidade e que o futuro deve ser construído, e não comprado, diversos cidadãos organizaram um evento paralelo ao debate corporativo. "Fiat Menos 30 - repensar o presente ou vender o futuro?" aconteceu em frente ao Tuca (teatro da PUC-SP) e no Pátio do Benevides.
Acreditando que há vida fora do mercado, que o habitat humano é o planeta Terra, que os carros não são meios de comunicação (mas sim de isolamento), que existem alternativas sustentáveis para a mobilidade e que o futuro deve ser construído, e não comprado, diversos cidadãos organizaram um evento paralelo ao debate corporativo. "Fiat Menos 30 - repensar o presente ou vender o futuro?" aconteceu em frente ao Tuca (teatro da PUC-SP) e no Pátio do Benevides.
(fotos: Gira / clique nas imagens para ampliá-las)

Divulgação na mídia

"Tuca Hall" e "Big Brother PUC"
Do lado de fora, homens-placa usando máscaras anti-poluição conversavam sobre mobilidade, transporte coletivo, bicicleta, e sobre um outro futuro: aquele que rejeita o nomadismo individualista e predatório que é vendido como algo inexorável e necessário de ser comprado.

Mobilidade no futuro e mobilidade no presente.
Um exemplo das soluções corporativas para a mobilidade no futuro: carros individuais, mas de uso público. O cidadão pegaria uma cápsula motorizada em um determinado local e simplesmente deixaria no seu destino para que o próximo motorista pudesse usar. Tudo gerenciado por uma parafernália tecnológica envolvendo GPSs, rastreadores, travas eletrônicas e atendentes de telemarketing.
Esses intelectuais da Fiat, que gente inteligente! Mais ou menos: trata-se apenas da apropriação corporativa de uma idéia bastante antiga, mas de caráter radicalmente oposto.
Em Amsterdam (Holanda) na década de 60, artistas, intelectuais e cidadãos resolveram espalhar bicicletas brancas pela cidade dizendo que elas eram de uso público e não pertenciam a ninguém. As autoridades resolveram colocar em prática a lei da propriedade privada e a polícia tratou de prender qualquer um que estivesse pedalando uma bicicleta branca, acusando os usuários de furto. A ação fazia parte de um movimento que ficou conhecido como Provos e inspirou a música Bicycle Race, do Queen.
No caso das bolhas "públicas" da Fiat, adivinhe quem venderia as cápsulas motorizadas? E será que os carros individuais de uso público seriam gratuitos? E mais: por que elocubrar soluções fantásticas para segregar ainda mais os seres humanos, se é tão simples e muito melhor estimular a convivência através da implantação de meios de transporte coletivo eficientes?
Esses intelectuais da Fiat, que gente inteligente! Mais ou menos: trata-se apenas da apropriação corporativa de uma idéia bastante antiga, mas de caráter radicalmente oposto.
Em Amsterdam (Holanda) na década de 60, artistas, intelectuais e cidadãos resolveram espalhar bicicletas brancas pela cidade dizendo que elas eram de uso público e não pertenciam a ninguém. As autoridades resolveram colocar em prática a lei da propriedade privada e a polícia tratou de prender qualquer um que estivesse pedalando uma bicicleta branca, acusando os usuários de furto. A ação fazia parte de um movimento que ficou conhecido como Provos e inspirou a música Bicycle Race, do Queen.
No caso das bolhas "públicas" da Fiat, adivinhe quem venderia as cápsulas motorizadas? E será que os carros individuais de uso público seriam gratuitos? E mais: por que elocubrar soluções fantásticas para segregar ainda mais os seres humanos, se é tão simples e muito melhor estimular a convivência através da implantação de meios de transporte coletivo eficientes?

Boas idéias no presente: bicicletário em forma de carro e cartaz

Exibição de vídeos no Pátio do Benevides
O "Fiat Menos 30" terminou no Pátio do Benevides, com a exibição de alguns vídeos das bicicletadas paulistanas, do desenho animado Motormania e do média-metragem Sociedade do Automóvel, um trabalho de conclusão de curso realizado por ex-alunos da PUC que enfoca a cultura do automóvel em São Paulo.
Cartazes e panfleto no disco virtual:
[1], [2], [3], [4], [panfleto]
[vídeo "Fiat Menos 30" - Lilx]
[artigo no jornal PUC Viva sobre o Fiat Menos 30]
Outras pérolas de marketing da Fiat:
[Goebbles, Fiat e o Futuro]
[Não tenho, nem quero ter]
[Aventura no trânsito?]
[Fiat e os ciclistas - vídeo]
Mobilidade é poder andar sem medo pelas ruas da sua cidade
a qualquer hora do dia ou da noite
a qualquer hora do dia ou da noite
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O cidadão (?) do veículo acima não encontrou uma vaga para estacionar, por isso deixou seu carro em cima da faixa de pedestres e foi até a doceria.
Ou melhor, o cidadão (?) não encontrou um lugar que estivesse a 20 metros do seu destino, por isso estacionou seu veículo em cima da faixa de pedestres.
Se tivesse procurado, certamente encontraria. São Paulo é uma cidade sem ciclovias, com calçadas estreitas e trânsito é pesado, mas que ainda assim fornece muito espaço público para o estacionamento gratuito de propriedades privadas.
Ao procurar uma vaga mais distante, além de não atrapalhar os pedestres, o cidadão (?) ainda exercitaria suas pernas, queimando algumas calorias que fazem tanta diferença na vida de quem só anda de carro.
Ou melhor, o cidadão (?) não encontrou um lugar que estivesse a 20 metros do seu destino, por isso estacionou seu veículo em cima da faixa de pedestres.
Se tivesse procurado, certamente encontraria. São Paulo é uma cidade sem ciclovias, com calçadas estreitas e trânsito é pesado, mas que ainda assim fornece muito espaço público para o estacionamento gratuito de propriedades privadas.
Ao procurar uma vaga mais distante, além de não atrapalhar os pedestres, o cidadão (?) ainda exercitaria suas pernas, queimando algumas calorias que fazem tanta diferença na vida de quem só anda de carro.
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(foto: Flávio Couceiro, Recife-PE / dica do site: Lilx)
Para cada carro produzido no mundo existe uma nova bicicleta. É o que informa o Worldometers, que traz estatísticas planetárias em tempo real. Ainda bem, porque se fosse o contrário, provavelmente o mundo já teria acabado.
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"Estamos vencendo" em carro da polícia italiana
durante o dia de ação global em Gênova, 2001
(trecho do filme "A Quarta Guerra Mundial")
Saiu ontem (sábado 11) o resultado do concurso "The Bobs - The Best of Blogs", promovido pela agência de notícias alemã Deutsche Welle. O :.apocalipse motorizado faturou o prêmio do júri de melhor blog em português. Vale dar uma olhada no site do concurso para conhecer os outros participantes.
Mais do que a alegria de chegar em primeiro lugar fica a certeza de que questionar a predominância cultural, social e urbana dos automóveis não é coisa de maluco, "ecochato", hippie ou de quem deseja voltar ao tempo da pedra lascada.
Apesar do pseudônimo utilizado nos textos remeter aos quebradores de máquinas da revolução industrial, este blog não propõe o fim do carro nem de seus subprodutos. Trata-se apenas de resgatar uma atividade esquecida nas sociedades entorpecidas pelo "deus-consumo": a crítica.
Criticar não é destruir; criticar é apontar caminhos ou, ao menos, se dizer insatisfeito com a rota escolhida ou imposta.
A idéia é simples: repensar o papel determinante do automóvel em nossas sociedades e estabelecer relações com aspectos culturais, políticos, ambientais e econômicos a partir da observação de cenas cotidianas. Dizia um grande professor da faculdade que a sensibilidade humana é alterada com o passar do tempo e deixamos de enxergar o que poderia ser óbvio e inaceitável alguns anos antes.
Observar a destruição do tecido social pelo isolamento das pessoas em bolhas metálicas, as relações de poder e status que geram agressividade no trânsito, a usurpação de espaço público para fins privados de locomoção ou estacionamento, o consumo predatório e descartável, as guerras por combustível e a degradação do ambiente urbano. Isso sem falar na poluição atmosférica, nas mortes em colisões ou atropelamentos chamadas de "acidentes", no barulho dos motores, alarmes e buzinas, no tédio dos congestionamentos...
Além das "reflexões para sobreviver na selva das máquinas de vidros escuros", o :.apocalipse motorizado também acredita na ação direta dos cidadãos como remédio para o colapso das democracias representativas.
Durante a década de 90 o Terceiro Mundo comprou a ilusão de que "público" é a mesma coisa que "ruim". Despejou-se todos os males humanos na "ineficiência do Estado", mas esqueceu-se que "público" não é a mesma coisa que "de alguns burocratas ou oligarcas". "Público" é aquilo que pertence a todos, ou seja, o contrário de "privado (aquilo que só pertence a alguns)".
Isolar-se dentro de um carro e criticar "o transporte público ruim", as calçadas esburacadas ou a falta de condições para os ciclistas é o mesmo que reduzir a atuação política ao ato de apertar algumas teclas a cada 2 anos, para depois dizer que "são todos corruptos".
Por essas e outras razões, fico muito feliz que em quase dois anos de vida o :.apocalipse motorizado comece a fazer parte de uma rede considerável de pessoas e instituições dispostas a dar passos firmes na construção de um outro mundo possível.
Saudações ao júri do concurso, aos novos visitantes, aos autores dos outros blogs e, em especial, a todos os parceiros desta longa e divertida caminhada. Seguimos abrindo trincheiras humanas e colaborativas no mundo das máquinas competitivas. Estamos vencendo!
Mais do que a alegria de chegar em primeiro lugar fica a certeza de que questionar a predominância cultural, social e urbana dos automóveis não é coisa de maluco, "ecochato", hippie ou de quem deseja voltar ao tempo da pedra lascada.
Apesar do pseudônimo utilizado nos textos remeter aos quebradores de máquinas da revolução industrial, este blog não propõe o fim do carro nem de seus subprodutos. Trata-se apenas de resgatar uma atividade esquecida nas sociedades entorpecidas pelo "deus-consumo": a crítica.
Criticar não é destruir; criticar é apontar caminhos ou, ao menos, se dizer insatisfeito com a rota escolhida ou imposta.
A idéia é simples: repensar o papel determinante do automóvel em nossas sociedades e estabelecer relações com aspectos culturais, políticos, ambientais e econômicos a partir da observação de cenas cotidianas. Dizia um grande professor da faculdade que a sensibilidade humana é alterada com o passar do tempo e deixamos de enxergar o que poderia ser óbvio e inaceitável alguns anos antes.
Observar a destruição do tecido social pelo isolamento das pessoas em bolhas metálicas, as relações de poder e status que geram agressividade no trânsito, a usurpação de espaço público para fins privados de locomoção ou estacionamento, o consumo predatório e descartável, as guerras por combustível e a degradação do ambiente urbano. Isso sem falar na poluição atmosférica, nas mortes em colisões ou atropelamentos chamadas de "acidentes", no barulho dos motores, alarmes e buzinas, no tédio dos congestionamentos...
Além das "reflexões para sobreviver na selva das máquinas de vidros escuros", o :.apocalipse motorizado também acredita na ação direta dos cidadãos como remédio para o colapso das democracias representativas.
Durante a década de 90 o Terceiro Mundo comprou a ilusão de que "público" é a mesma coisa que "ruim". Despejou-se todos os males humanos na "ineficiência do Estado", mas esqueceu-se que "público" não é a mesma coisa que "de alguns burocratas ou oligarcas". "Público" é aquilo que pertence a todos, ou seja, o contrário de "privado (aquilo que só pertence a alguns)".
Isolar-se dentro de um carro e criticar "o transporte público ruim", as calçadas esburacadas ou a falta de condições para os ciclistas é o mesmo que reduzir a atuação política ao ato de apertar algumas teclas a cada 2 anos, para depois dizer que "são todos corruptos".
Por essas e outras razões, fico muito feliz que em quase dois anos de vida o :.apocalipse motorizado comece a fazer parte de uma rede considerável de pessoas e instituições dispostas a dar passos firmes na construção de um outro mundo possível.
Saudações ao júri do concurso, aos novos visitantes, aos autores dos outros blogs e, em especial, a todos os parceiros desta longa e divertida caminhada. Seguimos abrindo trincheiras humanas e colaborativas no mundo das máquinas competitivas. Estamos vencendo!
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Somente na terceira etapa do atual "programa de recapeamento"
de ruas e avenidas a Prefeitura gastou mais de R$30 milhões.
Oficialmente isto se chama "ciclovia da Sumaré". Seus 1,3km de extensão canteiro central sequer atravessam a avenida inteira, ou seja, ela não tem função de ligar pontos estratégicos da cidade, sendo mais utilizada como pista de cooper do que para o transporte por bicicletas.
Buracos e irregularidades no piso, iluminação praticamente inexistente e galhos de árvore na exata altura da cabeça mostram que além da falta de planejamento do passado, também não há manutenção no presente.
Buracos e irregularidades no piso, iluminação praticamente inexistente e galhos de árvore na exata altura da cabeça mostram que além da falta de planejamento do passado, também não há manutenção no presente.

Sonorizadores no final da "ciclovia". No quarteirão seguinte, o superfaturamento
das obras deve ter impedido que a pista para bicicletas fosse pavimentada.
Ao longo do "extenso" trajeto existem três cruzamentos com ruas. Em nenhum deles o ciclista tem preferência. Em cada cruzamento existem pares de sonorizadores... para as bicicletas, não para os automóveis, como poderia imaginar o leitor mais esperançoso.
Para os ciclistas, um desagradável incômodo em cada esquina. Para os motoristas, não há sequer placas ou pintura no chão avisando que existem bicicletas atravessando naquele local.
Para os ciclistas, um desagradável incômodo em cada esquina. Para os motoristas, não há sequer placas ou pintura no chão avisando que existem bicicletas atravessando naquele local.
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arte: [Mona Caron]
(usado com a permissão da autora)
livre ou escravo?
corporações ou humanidade?
guerra ou paz?
silêncio ou barulho?
sustentável ou descartável?
sociedades ou mercados?
alegre ou agressivo?
isolamento ou convivência?
tédio ou diversão?
público ou privado?
competição ou colaboração?
construído ou vendido?
para poucos ou de todos?
Futuro, ilusões, utopias, marketing e realidade não são a mesma coisa.
As imagens comercialmente aceitas não devem ser passivamente assimiladas.
O mercado não é a única instância política.
A vida não se compra.
[Um texto de Olgária Matos sobre o futuro]
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O Comitê Fiat menos 30 adverte: uso excessivo de automóveis
causa guerras, poluição, congestionamentos, tédio e agressividade.
A montadora de automóveis Fiat está realizando um simpósio internacional chamado "Fiat +30: pensar e experimentar o futuro" no TUCA, teatro da PUC-SP.
Considerando todos os danos ambientais, humanos e urbanos causados pela indústria automobilística desde o último século, chamamos todos os grupos de ciclistas, pedestres, usuários de transporte público, cidadãos e ativistas para ações de reflexão sobre o passado e o presente da locomoção nas cidades durante o seminário.
Considerando a postura da PUC-SP, universidade outrora progressista e livre, que hoje aluga seus espaços para ações de marketing corporativo travestidas de debate intelectual, chamamos todos os cidadãos para refletir sobre os rumos da universidade brasileira.
O evento paralelo "Fiat Menos 30" acontecerá nesta quarta-feira (08/11), às 17h30, em frente ao Tuca (r. Monte Alegre, altura do 900, Perdizes)
A idéia é realizar discussões e reflexões paralelas sobre a presença determinante e destruidora do excesso de automóveis em nossas cidades. Refletir sobre o passado e sobre o presente, e não vender o futuro.
Estão programadas leituras de textos, exibição de vídeos e outras atividades.
A informação é do "Comitê Fiat menos 30".
Considerando todos os danos ambientais, humanos e urbanos causados pela indústria automobilística desde o último século, chamamos todos os grupos de ciclistas, pedestres, usuários de transporte público, cidadãos e ativistas para ações de reflexão sobre o passado e o presente da locomoção nas cidades durante o seminário.
Considerando a postura da PUC-SP, universidade outrora progressista e livre, que hoje aluga seus espaços para ações de marketing corporativo travestidas de debate intelectual, chamamos todos os cidadãos para refletir sobre os rumos da universidade brasileira.
O evento paralelo "Fiat Menos 30" acontecerá nesta quarta-feira (08/11), às 17h30, em frente ao Tuca (r. Monte Alegre, altura do 900, Perdizes)
A idéia é realizar discussões e reflexões paralelas sobre a presença determinante e destruidora do excesso de automóveis em nossas cidades. Refletir sobre o passado e sobre o presente, e não vender o futuro.
Estão programadas leituras de textos, exibição de vídeos e outras atividades.
A informação é do "Comitê Fiat menos 30".
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Em recente pesquisa divulgada pela Folha de São Paulo (matéria para assinantes), 41% dos motoristas paulistanos afirmaram que a solução para os congestionamentos da capital é restringir a circulação de caminhões ao período noturno.
A restrição de horário já existe nas regiões centrais da cidade. Quem mora nestes locais sabe como é agradável ter caminhões circulando de madrgada na porta de casa e trânsito pesado de automóveis e motos durante o dia.
O raciocínio individualista dos paulistanos motorizados (30% da população) não consegue enxergar que o abastecimento do comércio através dos caminhões é muito mais importante do que o uso do transporte individual motorizado. Os caminhões, assim como os ônibus, desempenham função pública, enquanto os deslocamentos por automóvel não passam, em última instância, de uma opção particular.

"E por ali irá a rodovia, senhor prefeito"
52% dos motoristas acreditam que esta é a melhor solução para o trânsito
(adbusting: consumehastamorir)
A brilhante solução dos caminhões de madrugada ficou em terceiro lugar na pesquisa. Em primeiro lugar, para 71% dos motoristas, está o investimento em transporte público (ufa!).
E entre os dois extremos, em segundo lugar, estão 52% que ainda acreditam que a melhor solução para os congestionamentos é a ampliação da malha viária. Eles também acreditam em duendes, no papai noel e que George Bush invadiu o Iraque para levar a paz ao Oriente Médio.
A restrição de horário já existe nas regiões centrais da cidade. Quem mora nestes locais sabe como é agradável ter caminhões circulando de madrgada na porta de casa e trânsito pesado de automóveis e motos durante o dia.
O raciocínio individualista dos paulistanos motorizados (30% da população) não consegue enxergar que o abastecimento do comércio através dos caminhões é muito mais importante do que o uso do transporte individual motorizado. Os caminhões, assim como os ônibus, desempenham função pública, enquanto os deslocamentos por automóvel não passam, em última instância, de uma opção particular.

"E por ali irá a rodovia, senhor prefeito"
52% dos motoristas acreditam que esta é a melhor solução para o trânsito
(adbusting: consumehastamorir)
A brilhante solução dos caminhões de madrugada ficou em terceiro lugar na pesquisa. Em primeiro lugar, para 71% dos motoristas, está o investimento em transporte público (ufa!).
E entre os dois extremos, em segundo lugar, estão 52% que ainda acreditam que a melhor solução para os congestionamentos é a ampliação da malha viária. Eles também acreditam em duendes, no papai noel e que George Bush invadiu o Iraque para levar a paz ao Oriente Médio.
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Entre os automóveis de uso "civil", o táxi certamente é o que goza das mais amplas liberdades na capital paulista. Transporte individual de caráter público, eles possuem tarifas entre as mais altas do Brasil, subsídio público para a compra do veículo e um sindicato que está entre os mais poderosos da cidade. Diz a lenda que nenhum prefeito se elege em São Paulo sem o apoio dos taxistas.
Ainda que transportem apenas 1/60 dos passageiros que cabem em um ônibus e ocupem 1/3 do espaço dos coletivos, os táxis podem circular nos corredores de ônibus desde a gestão Marta Suplicy, ocupando espaço e atrapalhando o transporte coletivo.
Os táxis paulistanos também gozam de uma larga tolerância oficial no quesito estacionamento.
A vista grossa das autoridades, o abandono do espaço público, a negação da cidade como espaço de convivência e a falta de incentivo ao uso do transporte coletivo foram responsáveis pela criação de milhares de pontos de táxi clandestinos na cidade.
Os "pontos" estão instalados em calçadas, baias de embarque e desembarque, locais proibidos e faixas de pedestres, atrapalhando não só os transeuntes, como os outros motoristas. Também não é difícil encontrar pontos de táxi com o número de carros muito superior às vagas disponíveis.
Ainda que transportem apenas 1/60 dos passageiros que cabem em um ônibus e ocupem 1/3 do espaço dos coletivos, os táxis podem circular nos corredores de ônibus desde a gestão Marta Suplicy, ocupando espaço e atrapalhando o transporte coletivo.
Os táxis paulistanos também gozam de uma larga tolerância oficial no quesito estacionamento.
A vista grossa das autoridades, o abandono do espaço público, a negação da cidade como espaço de convivência e a falta de incentivo ao uso do transporte coletivo foram responsáveis pela criação de milhares de pontos de táxi clandestinos na cidade.
Os "pontos" estão instalados em calçadas, baias de embarque e desembarque, locais proibidos e faixas de pedestres, atrapalhando não só os transeuntes, como os outros motoristas. Também não é difícil encontrar pontos de táxi com o número de carros muito superior às vagas disponíveis.
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De acordo com o Código Brasileiro de Trânsito, ao ultrapassar um ciclista o motorista deve reduzir a velocidade e manter distância lateral de 1,5 metros. A finalidade da lei é uma só: preservar a vida. O site yonkis.com apresentou uma solução caseira e bastante pedagógica para que a lei seja cumprida.
Outras idéias simples e divertidas para problemas cotidianos aqui.
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A maior parte das pessoas que compra carros gigantes costuma circular sozinha dentro deles. Poucos são os que têm necessidade de transportar cargas volumosas e menos ainda são os que utilizam os veículos em terrenos "off-road" ou em longas viagens.
Mesmo assim estes monstros urbanos ganham (ou melhor, desperdiçam) cada vez mais espaço nas ruas e nas mentes dos brasileiros. Poder e status são quesitos importantes, para não dizer fundamentais, na escolha de um veículo para circular na selva agressiva do trânsito.
Geralmente este tipo de carro é vendido como apologia ao espírito de Indiana Jones, uma ilusão de aventura na selva, uma possibilidade de desbravar a natureza e chegar aonde ninguém chegou.
O anúncio acima esclarece um pouco as coisas: "a vida na cidade é uma aventura". Não há pretensão de transportar o futuro consumidor à selva idílica ou ao topo da montanha, é para usar na cidade mesmo.
Aventura no trânsito de São Paulo? Só se for para ciclistas ou pedestres, arriscados a todo tipo de surpresas desagradáveis ou agressões por causa do uso excessivo e estúpido de veículos motorizados. Ou será que o anúncio sugere comportamento irresponsável e agressivo ao motorista urbano?
Todo motorista sabe que não há nada mais entediante do que dirigir um carro na cidade durante boa parte do dia: primeira, segunda, terceira, pisa no freio. Primeira, segunda, pisa no freio. Primeira, pisa no freio, buzina e xinga o motorista à frente. Repita cem vezes, sem olhar para o lado. Que baita aventura!
Mesmo assim estes monstros urbanos ganham (ou melhor, desperdiçam) cada vez mais espaço nas ruas e nas mentes dos brasileiros. Poder e status são quesitos importantes, para não dizer fundamentais, na escolha de um veículo para circular na selva agressiva do trânsito.
Geralmente este tipo de carro é vendido como apologia ao espírito de Indiana Jones, uma ilusão de aventura na selva, uma possibilidade de desbravar a natureza e chegar aonde ninguém chegou.
O anúncio acima esclarece um pouco as coisas: "a vida na cidade é uma aventura". Não há pretensão de transportar o futuro consumidor à selva idílica ou ao topo da montanha, é para usar na cidade mesmo.
Aventura no trânsito de São Paulo? Só se for para ciclistas ou pedestres, arriscados a todo tipo de surpresas desagradáveis ou agressões por causa do uso excessivo e estúpido de veículos motorizados. Ou será que o anúncio sugere comportamento irresponsável e agressivo ao motorista urbano?
Todo motorista sabe que não há nada mais entediante do que dirigir um carro na cidade durante boa parte do dia: primeira, segunda, terceira, pisa no freio. Primeira, segunda, pisa no freio. Primeira, pisa no freio, buzina e xinga o motorista à frente. Repita cem vezes, sem olhar para o lado. Que baita aventura!
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(foto: Jessie Carpenter - CMI-Nova Iorque)
Na última quarta-feira (01), mais de 60 ciclistas de Nova Iorque participaram de uma bicicletada em solidariedade aos povos de Oaxaca (México), que vêm sendo massacrados pelos governos federal e estadual daquele país.
A manifestação passou pela sede do New York Times, denunciando o silêncio da mídia corporativa em relação aos acontecimentos de Oaxaca, seguiu para o Consulado Mexicano e terminou em frente ao prédio das Nações Unidas.
Na sexta-feira (27), o jornalista novaiorquino Bradley Will, participante do critical mass e ex-bike-courrier, foi morto com um tiro no peito por paramilitares pró-governo enquanto filmava as barricadas populares em Oaxaca.
Diversas manifestações ao redor do planeta estão sendo organizadas em apoio à Oaxaca, inclusive no Brasil.
Um manifesto assinado por diversos intelectuais e artistas pede a retirada das tropas, a renúncia do governador Ulisses Ruiz, a libertação dos detidos e punição aos culpados pelas mortes. Entre os signatários estão Noam Chomski, Tariq Ali, Eduardo Galeano, Michael Moore, Danny Glover, Naomi Klein, Michael Hardt e Toni Negri.
A manifestação passou pela sede do New York Times, denunciando o silêncio da mídia corporativa em relação aos acontecimentos de Oaxaca, seguiu para o Consulado Mexicano e terminou em frente ao prédio das Nações Unidas.
Na sexta-feira (27), o jornalista novaiorquino Bradley Will, participante do critical mass e ex-bike-courrier, foi morto com um tiro no peito por paramilitares pró-governo enquanto filmava as barricadas populares em Oaxaca.
Diversas manifestações ao redor do planeta estão sendo organizadas em apoio à Oaxaca, inclusive no Brasil.
Um manifesto assinado por diversos intelectuais e artistas pede a retirada das tropas, a renúncia do governador Ulisses Ruiz, a libertação dos detidos e punição aos culpados pelas mortes. Entre os signatários estão Noam Chomski, Tariq Ali, Eduardo Galeano, Michael Moore, Danny Glover, Naomi Klein, Michael Hardt e Toni Negri.
[mais fotos e relato da bicicletada por Oaxaca e Brad Will]
[entenda o que está acontecendo em Oaxaca]
[assine o manifesto em solidariedade à Oaxaca]
[relatos e fotos de manifestações ao redor do planeta]
[entenda o que está acontecendo em Oaxaca]
[assine o manifesto em solidariedade à Oaxaca]
[relatos e fotos de manifestações ao redor do planeta]
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A dependência pelo automóvel é engraçada: o sujeito paga R$6,00 pela "comodidade" de não caminhar algumas quadras no espaço público.
O medo de andar nas ruas "perigosas, violentas e abandonadas" somado à mania de ostentação da "Casa Grande" e à farta mão-de-obra vinda da "Senzala" consolidaram esta aberração urbana chamada "valet park".
Estacionar a carruagem na porta porta do castelo era hábito comum entre os nobres da Idade Média. Vassalos e cocheiros encarregavam-se de alimentar os cavalos e providenciar um local seguro para o veículo. Em outras partes do mundo, os "valets" continuam destinados apenas aos muito bem-nascidos.
Em São Paulo, cidade que valoriza a combinação de fachadas neoclássicas com sistemas de segurança estilo Auschwitz, qualquer bodega possui "manobrista no local". Falta só o tapete vermelho para que o condutor do veículo comprado em 3 anos de prestações se sinta um verdadeiro Luís XV.
A ironia fica para a pergunta "quantas vezes você foi assaltado dentro do carro ou teve o veículo roubado?". Poucos motoristas responderão "nenhuma", apesar da grande maioria se sentir mais seguro dentro de um veículo particular e morrer de medo das ruas por eles abandonadas.
O medo de andar nas ruas "perigosas, violentas e abandonadas" somado à mania de ostentação da "Casa Grande" e à farta mão-de-obra vinda da "Senzala" consolidaram esta aberração urbana chamada "valet park".
Estacionar a carruagem na porta porta do castelo era hábito comum entre os nobres da Idade Média. Vassalos e cocheiros encarregavam-se de alimentar os cavalos e providenciar um local seguro para o veículo. Em outras partes do mundo, os "valets" continuam destinados apenas aos muito bem-nascidos.
Em São Paulo, cidade que valoriza a combinação de fachadas neoclássicas com sistemas de segurança estilo Auschwitz, qualquer bodega possui "manobrista no local". Falta só o tapete vermelho para que o condutor do veículo comprado em 3 anos de prestações se sinta um verdadeiro Luís XV.
A ironia fica para a pergunta "quantas vezes você foi assaltado dentro do carro ou teve o veículo roubado?". Poucos motoristas responderão "nenhuma", apesar da grande maioria se sentir mais seguro dentro de um veículo particular e morrer de medo das ruas por eles abandonadas.
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